Marco constitutivo do Instituto Bom Samaritano é aprovado

Data de fundação da entidade assistencial já está marcada

Marco constitutivo do Instituto Bom Samaritano é aprovado

Data de fundação da entidade assistencial já está marcada

O Instituto Bom Samaritano (IBS) está cada vez mais perto de se tornar realidade. Em assembleia realizada nesta sexta-feira, 23, o marco constitutivo da entidade foi aprovado por unanimidade.

Com isso, a data de fundação do instituto ficou definida para 14 de março de 2019, às 9h, no auditório do Centro Empresarial, Social e Cultural de Brusque (Cescb). Será a materialização de um projeto que teve a sua semente plantada há anos, com a fundação do Grupo de Proteção da Infância e Adolescência (Grupia).

Paulo Kons foi um dos fundadores do Grupia e se manteve como principal nome da entidade desde então. Presidente do grupo, ele também é a voz mais ativa para a criação do IBS.

Na assembleia de sexta-feira, 27 representantes de entidades participaram do ato. Um deles foi o padre Carlos Alberto Chiquim, que fez um relato sobre a importância do marco constitutivo e do objetivo do instituto. “A missão do Instituto Bom Samaritano é grandiosa, provocante e audaciosa. Engloba diversas organizações. E não se trata de um projeto paliativo, mas sim de buscar soluções efetivas e essenciais para problemas sociais”.

“Estamos realizando um papel de suplência, uma vez que a obrigação da garantia da dignidade humana de cada indivíduo cabe ao poder público. É um projeto transformador. Vamos gerar energia, alegria e bem-estar, por intermédio do amor incondicional. É preciso aquecer os que estão na apatia, e por isso vamos promover uma injeção de energia -física e social – na sociedade e nas pessoas que não mais se indignam com as injustiças. Seremos um grupo de pessoas que produzirão senso crítico, visando sempre o bem comum. O amor é que impulsiona essa iniciativa”, completou.

O juiz Geomir Roland Paul, ex-diretor do Fórum de Brusque e também um dos fundadores do Grupia, o Bom Samaritano é a extensão do grupo criado a partir de uma operação conjunta de várias entidades e órgãos para lidar com o problema de jovens perambulando pela cidade à noite.

Depois, o Grupia foi criado e passou a articular uma série de ações. “Culminou com a criação do Instituto Bom Samaritano, que visa a reunião de entes públicos e da sociedade civil no sentido de dar apoio e efetivo cumprimento ao que dispõe o artigo quarto do Estatuto da Criança e do Adolescente, que é a participação da sociedade na garantia e proteção dos direitos das crianças e dos adolescentes”.

Marlon Sassi, representante da Associação Empresarial de Brusque (Acibr) no Grupia, também afirma que a criação do instituto é um avanço no bem-estar da juventude e da infância no município.

Sassi considera que projetos como esse são importantes porque tiram o ônus do poder público municipal, que já não dá conta. O empresário diz que a ideia do instituto é fruto do amor.

“Tem ações que dependem do amor e do comprometimento de pessoas que se doam”, declara. Sassi diz que se sensibiliza com iniciativas deste tipo porque visam melhorar a sociedade.

Ações
O Bom Samaritano tem um leque abrangente de atuação. A entidade terá como foco principal a assistência social para a promoção da família, da educação, da segurança alimentar e da proteção em geral para a população mais carente.

Paulo Kons afirma que a entidade não está sendo criada para promovê-lo, tanto que ele será apenas um voluntário e não terá cargos de governança. Os conselhos Fiscal e de Administração e a diretoria serão formados por empresários, religiosos e representantes de entidades.

Ainda que a entidade seja embrionária, as ações já estão planejadas e algumas em prática. Uma delas é a criação de um banco de dados com as informações das pessoas que buscam as ações sociais no município.

Kons diz que a intenção é saber quem são essas pessoas e porque elas estão nesta situação. E com isso buscar uma solução, por exemplo, qualificação profissional.

“Também vamos criar um banco de alimentos de Brusque. O que mais se pede é comida, mas tem muito descarte de alimentos”, explica Kons. A ideia é criar um banco para captar essa comida e destiná-la a quem necessita.

Outra ação concreta já planejada e em vias de se tornar realidade é um cadastro de profissionais voluntários que irão colaborar com o instituto. Serão médicos, advogados, psicólogos, entre outros, que doarão seu tempo.

O presidente do Grupia esclarece que a ideia é que esses profissionais prestem auxílio a quem necessitar. Por exemplo, uma vó que precisa de ajuda jurídica para cuidar da neta ou alguém que precisa se consultar com médicos.

“As pessoas querem ajudar, mas, às vezes, não sabem como”, resume Kons. Ele destaca que a coordenação da parte jurídica foi feita pelo advogado Carlos Prudêncio. O empresário Sandro Ricardo Gracher Baran também teve participação ativa. O deputado estadual Ismael dos Santos também marcou presença.

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