Matias Kohler, reeleito para governar Guabiruba, fala dos planos para a próxima gestão

"Esperamos que o governo do estado acorde para sua obrigação", afirma Kohler

Matias Kohler, reeleito para governar Guabiruba, fala dos planos para a próxima gestão

"Esperamos que o governo do estado acorde para sua obrigação", afirma Kohler

O prefeito de Guabiruba, Matias Kohler, do PP, saiu vitorioso do confronto contra o ex-prefeito Orides Kormann, do PMDB, e terá o direito de governar a cidade por mais quatro anos.

Questionado sobre o que ficou pendente neste mandato que poderá ser levado adiante no próximo, Kohler lista dois pontos principais: a implantação do transporte coletivo municipal e a construção do abatedouro municipal, além de algumas obras de pavimentação de vias.

Segundo o prefeito, tanto o transporte público quanto o abatedouro constavam como meta para os quatro anos de governo, mas não houve tempo de saírem do papel.

“Os dois estão com projetos prontos, pré-aprovados, e carecem de viabilidade financeira, que a gente pretende construir nos próximos quatro anos”, afirma Kohler.

Ele diz que a preferência é que as obras sejam financiadas com recursos do governo do estado e do governo federal. No entanto, caso isso não seja possível, não é de se descartar a utilização de recursos próprios de Guabiruba.


Arrecadação e recursos

Matias Kohler afirma que não há perspectiva de melhora na arrecadação do município em 2017, embora também não haja perspectiva de redução.

“Temos a visão de que, em termos de arrecadação, 2017 terá o mesmo comportamento de 2016, ou seja, sem nenhum crescimento efetivo, apenas criando uma estabilidade”.

Ele aposta em uma retomada gradual do crescimento das receitas a partir do fim de 2017 ou início de 2018. Aí, avalia, será possível construir um planejamento mais positivo, em termos de obras.

Para 2017, contudo, será preciso apertar os cintos, sobretudo porque o governo do estado não tem mantido em dias os repasses obrigatórios para custeio de serviços básicos.

“Sobretudo os repasses constitucionais nas áreas de saúde e transporte escolar, que o governo está praticamente um ano sem pagar e o município vem bancando esta despesa”, avalia.

“Esperamos que o Tribunal de Contas se manifeste no sentido de obrigar o estado a, no mínimo, cumprir com suas obrigações com os municípios”.


Folha de pagamento

Neste ano, a Prefeitura de Guabiruba enfrentou uma batalha com o Sindicato dos Servidores Públicos, em virtude de não haver caixa para conceder reajuste ao funcionalismo público. Para o próximo ano, a negociação também não deve ser fácil, tendo em vista a previsão de poucas receitas.

Segundo o prefeito, o município conseguiu avançar no equilíbrio das receitas, mas ainda não é o suficiente para criar uma reserva financeira para apresentar na mesa de negociação, em março do próximo ano.

Ele diz que o Sindicato dos Servidores Públicos tem acesso periodicamente aos números da arrecadação do município, que são, segundo o prefeito, bastante transparentes e que “quer chegar a um acordo razoável”.


Planejamento urbano

Questionado sobre o que poderá ser feito, em termos de infraestrutura, neste próximo mandato, o prefeito Matias Kohler informou que o foco será em planejamento e organização da cidade para duas décadas à frente.

Ele diz que é prioridade elaborar planos municipais de mobilidade urbana e saneamento básico, assim como a revisão do plano diretor, que deve iniciar em 2017.

Kohler também avalia que a execução de obras pela prefeitura tem de ser mais criteriosa. “Não se faz obra eleitoreira, pra quatro anos, se faz obra para uma durabilidade maior, que venha a se refletir em 20 a 30 anos, para uma cidade organizada”, discursa.


Municipalização da água

Salvo grande reviravolta, a prefeitura já tomou a decisão de municipalizar o serviço de captação e distribuição de água. Os serviços da Casan, há bastante tempo, têm causado insatisfação à população e ao poder público.

“Todo mundo já conhece o nosso drama, dificilmente haverá renovação, demos todas as oportunidades e comprometemos todos os limites de tolerância. A partir de agora é preparar o plano de municipalização e, em 2018, quando encerrar o contrato, será municipalizado”.


Recursos do estado

O prefeito de Guabiruba afirma ter ficado decepcionado por, mais uma vez, não ter sido incluída previsão orçamentária, pelo governo do estado, para reforma da escola João Boos, uma reivindicação antiga do município.

A obra foi aprovada nas audiências do orçamento regionalizado, mas não incluída na lei orçamentária, assim como as demais prioridades da regional de Brusque.

“Na verdade é um reino de faz de conta, todas essas formas de tentar induzir a participação sem o resultado têm cansado, e tem desacreditado cada vez mais o governo do estado”, afirma Kohler.

“Em relação a João Boos já se esgotou o grau de paciência, o município acaba participando indiretamente para manter a situação sustentável. O estado simplesmente se omite e lava as mãos, como se aquilo não fosse problema dele”, discursa o prefeito. “Esperamos que um dia o governo do estado acorde para sua obrigação”.


Mudanças no trânsito

Matias Kohler diz que avalia positivamente o processo de mudança no trânsito na região central. Segundo ele, essas mudanças fazem parte do crescimento da cidade, e não havia mais condição de sentido duplo na rua Brusque.

Ele afirma que a meta, agora, é criar alternativas para que os motoristas que precisam dar voltas maiores voltem a ter comodidade. Um exemplo citado é a abertura da rua Independência, assim como a implantação de retornos, principalmente no bairro São Pedro.

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