Menina de dez anos chama a atenção por escrever de cabeça para baixo

Djennifer Camile Plotegcker, de Botuverá, desenvolveu a característica logo após aprender a escrever

Menina de dez anos chama a atenção por escrever de cabeça para baixo

Djennifer Camile Plotegcker, de Botuverá, desenvolveu a característica logo após aprender a escrever

Quando Djennifer Camile Plotegcker, de 10 anos, segura uma caneta ou um lápis e começa a escrever, as pessoas que estão observando a cena logo se assustam. Ela não escreve como a maioria. A pequena botuveraense escreve de cabeça para baixo. Ou seja, precisa virar o caderno ao contrário para que as palavras saiam de maneira correta na folha.

A peculiaridade da menina é a mesma de Giordana Cardoso Ferreira, de 24 anos, paraense radicada em Brusque que já foi tema de matéria do jornal Município Dia a Dia, em agosto do ano passado. Ambas não conseguem escrever com a folha na posição correta. Se tentam, elas têm dificuldade para segurar a caneta e a letra fica praticamente ilegível.

A botuveraense é canhota e, segundo a mãe Vanusa Fátima da Silva, desenvolveu a característica quando aprendeu a escrever, aos seis anos. No início, conta Vanusa, Djennifer virava o caderno de lado.

“Primeiro ela escrevia com ele meio de lado, era um hábito. Depois, ela foi se desenvolvendo na escola e virou totalmente de ponta-cabeça e agora escreve apenas assim. Eu escrevo com o caderno de lado, então sempre achei comum ela escrever ao contrário”, afirma.

Vanusa afirma que as professoras da filha nunca comentaram nada sobre a característica, apenas elogiam a letra. A peculiaridade, no entanto, já garantiu cenas engraçadas para mãe e filha.

“Esses dias estávamos em um restaurante no Centro de Botuverá e ela foi preencher um cupom e pegou o papel e virou, então o rapaz do restaurante disse que estava virado e ela disse que não conseguia escrever daquele jeito e então começou a escrever e o rapaz ficou apavorado”, diz.
Embora as reações das demais pessoas sejam semelhantes à do rapaz do restaurante, Djennifer considera normal a maneira que escreve. Para ela, diferente mesmo é o jeito que os outros escrevem.

“Sempre acontece de as pessoas se assustaram quando me veem escrevendo. Na aula, os colegas perguntam como que eu consigo escrever desse jeito, mas eu só digo que pra mim é normal. Se eu tento escrever do jeito deles, eu não consigo. Eu seguro a caneta meio pendurada, mas daí quando eu viro o caderno, ela encaixa e consigo”, explica a menina.

Avaliação médica
Na matéria sobre Giordana (a paraense que também escreve de cabeça para baixo), a reportagem entrou em contato com o professor de psicologia da Universidade do Vale do Itajaí (Univali), Mauro José da Rosa, para que ele esclarecesse a peculiaridade.

Ele disse que escrever ao contrário é uma característica “muito comum” nos canhotos pois ele necessitam se adaptar ao meio dos destros. O professor acrescentou ainda que, para conclusões mais precisas, seria necessário realizar uma consulta médica e uma avaliação psicológica e/ou psicomotora.

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