Estabelecimentos de Brusque buscam maneiras de reduzir desperdício de alimentos

Parte do que não é vendido acaba servindo de ajuda para instituições assistenciais

Estabelecimentos de Brusque buscam maneiras de reduzir desperdício de alimentos

Parte do que não é vendido acaba servindo de ajuda para instituições assistenciais

Com tanta variedade, muitos produtos expostos nas prateleiras dos supermercados acabam não sendo vendidos. A destinação desses resíduos é um problema atual que tem sido debatido por especialistas. Alguns destes estabelecimentos buscam maneiras de reduzir o desperdício, ou seja, evitar que os alimentos vão para o lixo, e assim se alinhar com as novas exigências ambientais.

Há uma série de regulações legais sobre este tema no Brasil, mas existe um movimento no sentido de evitar desperdícios. Nos últimos anos, surgiram até mesmo restaurantes e outros comércios especializados em sobras.

As iniciativas para acabar com as sobras de frutas e verduras são muitas. O Hortifruti Direto do Campo, em Brusque, tem um sistema voltado para levar ao mínimo o índice de desperdício do que não é vendido.

Maria Luiza de Campos, auxiliar financeira da rede de lojas, diz que a empresa conta com parcerias com entidades assistenciais nas cidades onde atua. Parte do que não é vendido vai, portanto, para essas instituições, como uma forma de contribuição social.

De acordo com Maria Luiza, outra parte das sobras de hortifruti é revendida a preços mais baixos para restaurantes e cozinhas industriais. “São produtos que não são ruins, que dá para aproveitar”, diz a funcionária.

A maior parte tem essas duas destinações, mas o que sobra ainda não vai fora. O Hortifruti Direto do Campo conta com criação de gados. Esse alimento não aproveitável é usado para alimentar os animais, que posteriormente são abatidos e a carne enviada para servir de almoço para os empregados.

O Bistek de Brusque também trabalha para reduzir as sobras. A meta, segundo o gerente Ricardo Polastrini, é manter o desperdício abaixo de 1,5% do faturamento geral. Esse número é usado por mercados em geral como um índice aceitável de perdas.

Segundo o gerente do supermercado, as sobras são divididas: uma parte vai para a Recicle, que faz a separação conforme manda a legislação ambiental, e o restante é devolvida para os próprios fornecedores.

Produtos que não são orgânicos, de modo geral, são trocados pelos fornecedores por outros novos. “É o sonho de todo supermercado reduzir as sobras”, diz Polastrini.

O Barateiro também doa parte das sobras para instituições. O encarregado do depósito do supermercado, Rudinei Hellmann, explica que os alimentos ainda em condições de consumo são doados para entidades, por exemplo, a Fazenda Canaã.

O restante, que já está podre, é doado para produtores rurais da região. Eles usam essas verduras para alimentar porcos e outros animais. Somente o refugo é que vai para o lixo, explica Hellmann.  Produtos industrializados, geralmente, são trocados por novos diretamente com os fornecedores.

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