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Morador de Botuverá realiza registros pluviométricos e colabora com Defesa Civil da região

Durante 16 anos, Rogério Comandolli fez medições no Centro da cidade

Morador de Botuverá realiza registros pluviométricos e colabora com Defesa Civil da região

Durante 16 anos, Rogério Comandolli fez medições no Centro da cidade

O hobby de Rogério Comandolli, 48 anos, morador de Botuverá, em realizar registros pluviométricos no município foi fundamental durante 16 anos para as defesas civis das cidades da região.

Atualmente assistente administrativo na prefeitura botuveraense, Comandolli trabalhava na agricultura e sempre teve curiosidades por eventos naturais. Por este motivo, no fim de 2001 adquiriu um pluviômetro amador que veio de São Paulo e começou a anotar à mão, numa planilha, os principais dados referentes à chuva no município.

O equipamento foi instalado atrás da delegacia de Botuverá, no Centro, próximo ao local onde Comandolli trabalhava, e posteriormente foi trazido para sua residência, também no Centro. O pluviômetro foi responsável pelas mediações até 31 de dezembro do ano passado.

“Salvo algumas exceções, eu fazia as medições todas os dias, às 7h”, conta o morador, que ao unir seu hobby colaborou durante todos estes anos no repasse de informações do tempo de Botuverá para outras cidades.

“Eu era integrante da comissão de Defesa Civil Municipal, e estes órgãos, na época, não eram muito estruturadas. Então nos ligavam para saber o nível do rio e eu repassava estes dados”, diz.

Além dos registros serem úteis para outros municípios, Comandolli, que também era professor de Matemática na rede estadual, trabalhava os dados nas aulas de estatística.

Distribuição regular
Entre as principais observações nestas quase duas décadas, o morador destaca que Botuverá é uma cidade com boa distribuição de chuva. No entanto, segundo os registros, 2006 foi um dos anos que menos choveu – foram cerca de 1,6 mil milímetros. Já em 2011 e 2015 houve muito volume de água, sendo que em 2011, por exemplo, não houve nenhum período maior do que 20 dias sem chuva.

Com a criação de novas tecnologias, com estações pluviométricas que fazem medições e leitura e as enviam em tempo real via sinal de celular, em 31 de dezembro Comandolli encerrou os registros em sua casa. Na ocasião, foram registrados 8 milímetros de chuva.

“Hoje o Cemaden [Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Nacionais] faz todas as medições. Então não tem mais porque eu fazer. Continuo com o pluviômetro, mas não medindo mais regularmente”, afirma Comandolli, que ressalta sentir-se feliz por ter contribuído, de alguma forma, com a região.

“Este trabalho veio ao encontro com uma necessidade da época. Poder unir o útil ao agradável me deixa muito realizado”, conclui.

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