Moradora de Brusque é mesária voluntária há quase 20 anos nas eleições

Monica Soares é a voluntária mais antiga registrada no Cartório Eleitoral do município

Moradora de Brusque é mesária voluntária há quase 20 anos nas eleições

Monica Soares é a voluntária mais antiga registrada no Cartório Eleitoral do município

Enquanto muitos cidadãos refutam e reclamam das convocações da Justiça Eleitoral para trabalharem como mesários durante as eleições, a voluntária Monica Soares, de 39 anos, faz questão de exercer a cidadania e de atuar em todos os pleitos. A brusquense é a mesária voluntária mais antiga registrada no Cartório Eleitoral do município.

Embora o registro conste de 1998 – período em que o órgão começou a fichar os mesários -, Monica iniciou o trabalho antes dessa data. Ela não se recorda, entretanto, quando foi o ano exato da primeira experiência na função.

“Em 1994 eu votei pela primeira vez, mas não lembro exatamente se eu tinha sido mesária também. Mas se não foi em 1994, foi em 1996”, diz. “Eu comecei porque um primo meu, que seria mesário, acabou se acidentando e fraturando uma perna. Então, ele me indicou no lugar dele”, completa.

Primeiramente, Monica iniciou na função de mesária e, duas eleições depois – e com a saída da titular -, assumiu como presidente de mesa, cargo em que continua atuando durante as eleições.

“É algo que eu gosto muito de fazer. Eu acho que se cada um contribuir, se ajudar o país de alguma forma, o Brasil será um lugar melhor para se viver. Não adianta esperar apenas as ações dos governantes se não ajudarmos também”, argumenta.

O gosto de Monica pelo trabalho voluntário vem de berço. Sua avó e sua mãe também atuavam em ações diversificadas em prol do próximo e do país, sobretudo em atividades relacionadas à igreja. A atitude, afirma a voluntária, será repassada ao filho Davi, de três anos.

“Com certeza eu também vou ensinar ele a fazer algum trabalho voluntário. Se estamos morando em um país que gostamos, temos de fazer algo por ele. Quem faz algo, consegue ajudar mesmo que pouco”.

Moradora do Santa Luzia e diretora do Centro de Educação Infantil (CEI) Tia Norma, Monica atua como mesária no próprio bairro. Ela é uma das quatro presidentes de mesa das seções eleitorais da Escola de Ensino Fundamental Professor José Vieira Corte.

A tarefa do presidente, explica ela, é colocar os dados dos eleitores no microterminal e manter a ordem do local de votação. Como o juiz eleitoral não pode estar presente em todas as zonas eleitorais, o presidente é a autoridade principal do espaço.

Durante os cerca de 20 anos em que atua nos pleitos, Monica teve de resolver dois conflitos. Um deles relacionado à compra de votos e outro relacionado aos fiscais de partido. Os dois problemas, conta a voluntária, foram resolvidos sem a necessidade da presença de outra autoridade.

O pleito

Monica explica que cerca de um mês antes do dia da votação, os presidentes de mesa e os primeiros mesários de cada seção realizam uma formação sobre o pleito. Além disso, três dias antes, os presidentes de mesa também recebem a documentação com a lista de candidatos que deve ser levada no dia da votação.

No domingo, os presidentes de mesa, os mesários e os secretários precisam se apresentar no local de votação com cerca de uma hora e meia de antecedência. É deles a responsabilidade de organizar a sala.

Após a votação, que ocorre das 8h às 17h, a equipe imprime os boletins de urna, coloca em envelopes e entrega para o delegado do prédio, que é quem transporta os votos até o local indicado pelo Cartório Eleitoral.”Vale a pena trabalhar nesse dia. O fato de contribuir com o país é muito importante. Além disso, eu também revejo velhos conhecidos e mato a saudade deles. No fim do dia eu fico com uma sensação de dever cumprido”, afirma Monica.

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