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Moradora de Brusque reencontra amor da adolescência 29 anos depois

Marli Pelentier encontrou rapaz pelas redes sociais em janeiro e os dois planejam se casar

Moradora de Brusque reencontra amor da adolescência 29 anos depois

Marli Pelentier encontrou rapaz pelas redes sociais em janeiro e os dois planejam se casar

As histórias de amor acontecem onde e com quem menos espera. A merendeira Marli Pelentier, moradora de Brusque, não imaginava que iria reencontrar Germano Lima, seu “paquera” da adolescência, 29 anos depois de terem se visto pela última vez. Muito menos que estariam planejando casar e viver juntos, dois meses depois do reencontro.

Marli conheceu Germano quando tinha 15 anos, e ele 19. Moravam em União da Vitória, no Paraná. Ela trabalhava como doméstica, ele de garçom. Marli não lembra bem como se conheceram, mas Germano conta que a viu pela primeira vez na rodoviária, onde ele trabalhava. Fizeram amizade, saiam aos finais de semana para conversar, tomar sorvete. Ela conta que, na época, ele lutava muito para que eles ficassem juntos – mas Marli tinha outros sonhos, queria estudar, “ser alguém na vida”.

Foto 3×4 de Germano na adolescência. Foto: Acervo Pessoal
Marli (a mais alta) quando jovem. Foto: Acervo Pessoal

Muita coisa aconteceu na vida dos dois, mas o sentimento de Marli nunca passou. “Eu sentia que, se fosse para casar com alguém, seria com ele. Eu sabia que ele era apaixonado por mim.” Marli mudou-se para Curitiba, foi trabalhar, e Germano também seguiu seu caminho. Por 29 anos os dois nunca se encontraram. Até agora.

Em janeiro deste ano, Marli decidiu procurar seu amor de adolescência nas redes sociais, mas não o encontrou. Encontrou apenas a família dele, e tentou contato até que o sobrinho de Germano a aceitou e perguntou se ela o conhecia. “Não nos conhecemos, mas eu conheço alguém que você conhece”, ela disse, e o sobrinho dele fez o intermédio. Avisou o tio que Marli estava procurando por ele e, segundo ela, Germano ficou muito surpreso.

Com o número de Marli em mãos, Germano ligou. Os dois começaram a conversar e se reconectaram, depois de quase três décadas sem contato. Marli conta que os filhos dizem que parece que ela “voltou no tempo”. “É como se fosse meu primeiro namorado”, ri. Desde o reencontro virtual, os dois se falam todos os dias. “Tinha dias em que eu pensava ‘não vou conversar com ele hoje’. Aí ele me mandava uma mensagem. Não resisti.”

Em fevereiro, um mês depois de voltarem a fazer parte da vida um do outro, Germano convidou Marli para ir com ele ao casamento de sua prima, em União da Vitória. Lá, ele a apresentou para a família como sua namorada. “Até então, eu não era namorada dele, a gente só conversava. Mas desde aquele dia virei namorada”, conta.

A visita para o casamento foi a primeira oportunidade que os dois tiveram de se reencontrar pessoalmente. Marli viajou de ônibus de Brusque a Curitiba, onde Germano estava esperando por ela, para irem juntos até União da Vitória. “No primeiro momento em que o vi, eu me surpreendi.” Depois de tanto tempo, os dois estavam diferentes, mas o sentimento que nutriam desde a juventude não mudara. Passaram o final de semana juntos e, no dia após o reencontro, Marli conta que já tinham certeza de que queriam casar, queriam ficar juntos.

Casal se reencontrou pessoalmente em fevereiro, em União da Vitória (PR). Foto: Acervo Pessoal

Não é fácil: ele mora em Paranaguá, no Paraná, e ela em Brusque. Como Marli tem uma vida mais “estável” aqui, os planos são de que Germano venha morar com ela. “Ele vem passar a Páscoa comigo e com a minha família. Eu já queria que ele ficasse, tentasse arrumar um emprego aqui, mas ele ainda tem os compromissos dele lá”, diz ela.

Durante esses anos separados, Marli teve outros relacionamentos. Morou junto com os parceiros que teve – foram três ao todo – e teve cinco filhos, hoje tem uma netinha. Viveu em Curitiba, General Carneiro, passou por Caçador e Videira, e há 9 anos está estabelecida em Brusque. “Eu amo essa cidade, não me vejo morando em outro lugar.” Ela se mudou para cá com o último marido, com quem viveu durante um ano. “Nos meus relacionamentos, sempre que aparecia algum problema, eu pensava nele, me perguntava por que os homens não eram como ele, que era tão romântico.”

Em fevereiro, quando Celso Portiolli veio até Brusque, Marli tentou entregar uma carta para ele, contando essa história. Foi orientada pela produção a procurar o site da emissora e entrar em contato por lá, mas ainda não teve a oportunidade de enviar uma mensagem. “Nós queremos uma ajuda para ver se conseguimos, finalmente, nos casar.”

Marli, aos 44 anos, reencontrou seu amor da adolescência. Sonhadora, nunca deixou de pensar nele e sentir a mesma paixão que sentia aos 15 anos. Ela conta que os filhos, embora a apoiem muito, têm medo de que a mãe esteja se iludindo. “Eu sou muito apegada”, ri, “mas eu tinha muita saudade, queria ver se meu sentimento era verdadeiro, depois de tanto tempo. Nós queremos aproveitar e recuperar esse tempo todo que perdemos”.

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