Moradores da rua Nova Trento sofrem há anos com serviço precário de internet

Associação reivindica ampliação de oferta do serviço de internet da Oi e GVT-Vivo

Moradores da rua Nova Trento sofrem há anos com serviço precário de internet

Associação reivindica ampliação de oferta do serviço de internet da Oi e GVT-Vivo

Há aproximadamente cinco anos, os moradores da rua Nova Trento, no bairro Azambuja, sofrem com o serviço precário de internet. O principal problema está relacionado às caixas de transmissão telefônicas, que no decorrer deste tempo não foram ampliadas, tanta da empresa Oi como da GVT, que foi incorporada à Vivo neste mês.

A presidente da Associação de Moradores da Rua Nova Trento (Amont), Lígia Dalmarco, diz que a situação sempre foi problemática e que muitas famílias sofrem pela falta de acesso. Ela conta que a população aumentou, no entanto, as caixas de transmissão não foram ampliadas.

“Mais demanda e menos estrutura é o que gera isso”. A presidente ainda conta que a alternativa destes moradores é usar internet via rádio, negociar o compartilhamento de acesso com o vizinho ou, como é frequente, ficar sem o serviço.

Lígia afirma que existem empresários no local que necessitam de internet para o trabalho. É o caso do casal de representantes comerciais, Marisa e Gerson Haacke, que trabalham em casa. Há dez anos eles moram na rua e desde então têm problemas com a internet. Marisa conta que a Oi alega que não tem mais espaço na caixa e nem previsão de ampliação. A GVT-Vivo fez uma proposta para que eles e outros moradores fizessem um investimento de cerca de R$ 20 mil para que puxassem uma linha de outro local, que foi considerada inviável.

O casal já tentou contratar serviço via rádio, porém, devido aos morros, o sinal não é bom.

Marisa conta que ela e o marido conseguem trabalhar apenas por que compartilha o mesmo cabo da internet do cunhado. Durante o dia, como geralmente somente eles que usam a rede, o sinal é bom. No entanto, à noite e aos fins de semana, quando mais pessoas estão conectadas, fica mais difícil trabalhar. “A internet é uma ferramenta imprescindível para o nosso trabalho e quanto mais o tempo passa mais a tecnologia melhora, mas nós continuamos utilizando um serviço rudimentar”, afirma. A moradora ainda complementa: “As operadoras ficam nos enrolando, falam que estamos numa fila de espera e a situação continua a mesma há anos”.

Reclamações no Procon

O Procon de Brusque registrou nas últimas semanas duas reclamações referentes à falta de comprometimento da Oi quanto ao prazo de instalação de telefone fixo e internet na rua Nova Trento.

O diretor administrativo, Anderson Merlo, diz que ambas as reclamações já tem mais de dois protocolos. Os clientes solicitaram a instalação no começo do ano, a empresa disse que teria disponibilidade, deram prazo de dez dias para executar o serviço, e até agora, quatro meses depois, não cumpriram o que havia sido prometido.

Na semana passada, a supervisora da Oi no Sul, Isolete Marian, esteve em Brusque para participar de audiência sobre estes casos. A empresa tem até dez dias para resolver o problema. Além deste assunto, o Procon aproveitou a oportunidade para falar sobre a expansão de caixas de transmissão telefônicas na região.

Merlo diz que o momento foi propício para tentar viabilizar mais linhas para a rua, porém, ele afirma que os moradores precisam fazer a sua parte, para que a ação ganhe força. O diretor administrativo do Procon explica que a partir de dez solicitações pedindo a instalação de nova caixa – cada uma é responsável por 20 linhas de transmissão -, o órgão consegue solicitar junto ao Procon estadual e à Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) a expansão. Após a solicitação, a empresa tem até 30 dias para realizar o serviço.

Requerimento

Após solicitação da Amont ao Legislativo, o vereador Jean Pirola enviou requerimento às empresas de telecomunicações Oi e GVT-Vivo, reivindicando a abertura de novas linhas telefônicas e de mais portas de acessibilidade à internet em toda a extensão da rua Nova Trento.
A Oi e a GVT-Vivo foram contatadas pela reportagem, mas até o fechamento desta edição, as empresas não retornaram.

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