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Bastidores da política e do judiciário, opiniões e críticas sobre os acontecimentos da cidade e vigilância à aplicação do dinheiro dos impostos pagos pelo cidadão

MP-SC abre nova investigação sobre irregularidades no Samae

  • Por Página 3
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  • Atualizado às 13:44
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MP-SC abre nova investigação sobre irregularidades no Samae

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Mais um
O Ministério Público de Santa Catarina instaurou mais um inquérito civil para apurar suspeitas de irregularidades cometidas no Serviço Autônomo Municipal de Água e Esgoto de Brusque (Samae). Novamente, assim como o que resultou na exoneração de um servidor comissionado irregularmente nomeado, a denúncia foi trazida ao MP-SC por Luciano Camargo, presidente do PEN, que é funcionário de carreira da autarquia. Desta vez, foi levantada documentação que traz indícios de que, nos últimos anos, o Samae gastou R$ 612,6 mil em equipamentos que não foram utilizados.

Investigação
“Estamos, portanto, diante de claro prejuízo ao erário, sendo necessário estabelecer quem foi o responsável por ele, buscando, se for o caso, a devida reparação. Assim, determino instauração de inquérito civil para melhor apurar os fatos”, informa o promotor Daniel Westphal Taylor, na portaria de instauração do inquérito civil. Nos últimos anos, aliás, o Samae tem sido alvo frequente de denúncias de má-condutas por parte de alguns gestores. Aliás, a maior parte delas, diga-se, tem se provado procedentes em inquéritos e ações judiciais, o que demonstra que tem faltado zelo de quem esteve à frente do comando político da autarquia, já que, na parte técnica, há servidores de carreira extremamente capacitados.


Situação do hospital
O prefeito de São João Batista, Daniel Netto Cândido e o secretário de saúde, Ademir José Rover, em coletiva de imprensa, falaram sobre a situação do Hospital Municipal Monsenhor José Locks, relativo aos primeiros 120 dias de atuação do Instituto Vidas – empresa que desde junho é responsável pelo pronto-socorro no município, entre outros atendimentos. Segundo a prefeitura, a verba para administrar o hospital é a mesma de antes – R$ 400 mil mensais – mas tem sido atendidas mais pessoas. “Estamos fazendo mais com o mesmo recurso”, frisou o presidente do Instituto, Richard da Silva Choseki.

Avanços
O presidente do instituto ressaltou que, nos últimos quatro meses, foram feitos mais de 17 mil atendimentos e 300 cirurgias. O prefeito trouxe números que mostram o que classifica como avanço da saúde. “Por exemplo, a colonoscopia, o SUS oferece uma por mês, com o Vidas em quatro meses fizemos 40. Só chegaríamos com os SUS, após 40 meses”. Ele também pediu atenção da população com relação as faltas. “A cada cinco pessoas, infelizmente três não comparecem”.


Afastamento
A Prefeitura de Brusque instaurou processo administrativo disciplinar em desfavor de uma servidora que atua no Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). Como de costume, o despacho de abertura da sindicância não explica direito qual é o motivo, mas a servidora foi afastada por 60 dias de suas funções, prazo previsto para duração da investigação – que invariavelmente é prorrogado.


Indenização
Um morador de Brusque receberá indenização por danos morais da Tim, porque a empresa inscreveu indevidamente o seu nome em cadastros de órgãos de restrição de crédito. Ele ficou surpreso porque sequer tinha contrato com a empresa, o que ficou provado durante a instrução do processo, já que a Tim não conseguiu comprovar que o homem tinha contratado algum serviço da empresa. Ele receberá R$ 10 mil, conforme decisão do poder Judiciário.


EDITORIAL

 

O grito da Acibr

A semana começou com a posse da nova diretoria da Associação Empresarial de Brusque (Acibr) para o biênio 2017-2019, noticiada na edição impressa de terça-feira. No discurso, o presidente Halisson Habitzreuter, reeleito, foi veemente no seu discurso: “a classe empresarial não aguenta mais, ninguém neste país, aliás, aguenta a ineficiência administrativa, a incompetência dos governos”, afirmou sob aplausos.

Na mesma edição, o jornal trouxe a notícia de que Brusque é a 70ª melhor cidade para investir no Brasil, segundo o ranking da revista Exame. São os dois pontos diferentes do mesmo assunto. Se por um lado Brusque é empreendedora e tem um alto índice de desenvolvimento, por outro não aguenta mais ver a tributação deste esforço indo bueiro abaixo. Este desperdício de oportunidades acontece tanto pela incompetência quanto pelos privilégios que os poderes estabeleceram, sugando os recursos públicos para bolsos privados.

Esta não é uma situação exclusiva de nossa cidade, é uma epidemia nacional que chegou neste ponto por um único motivo: deixamos chegar. Ficamos inconformados com a realidade e fizemos nossos protestos em discursos inflamados nas mídias sociais, protegidos pelo computador e no conforto de um bom sofá. Isso não vai mudar a realidade.

A mudança acontece quando começamos a participar de fato de nossa comunidade, indo na reunião do bairro, na Câmara de Vereadores, cobrando de quem tem poder para atuar na mudança. Neste sentido muitas entidades de Brusque têm feito um trabalho valoroso. A própria Acibr tem visto crescer seus núcleos setoriais, que buscam no associativismo a solução de problemas comuns. Quanto mais gente participa de movimentos organizados, mais a sociedade se fortalece e tem mais musculatura para suas reivindicações.

O “grito” de indignação do presidente Halisson já dá alguns ecos, como a aprovação, na quarta-feira, em primeira votação, do projeto que prevê a proibição de nepotismo cruzado em Brusque. Projeto solicitado pelo Observatório Social de Brusque por meio de seu dinâmico presidente, Evandro Gevaerd, e que teve apoio de várias entidades tão indignadas quanto a Acibr.

É uma pequena batalha, diante da guerra que precisa ser enfrentada, mas ela é emblemática pois eleva a moral de quem quer uma sociedade melhor e inspira as organizações e pessoas a buscarem novas conquistas.

O eco também ressoa nas prefeituras de Brusque, Guabiruba e Botuverá, que se mostraram solícitas às reivindicações da entidade e se colocaram à disposição para buscar soluções eficientes aos nossos problemas.

Cada passo que está sendo dado nesta direção é um passo a favor do cidadão. É um passo de pessoas que se interessam e se dedicam a mudar a realidade com uma arma poderosa, que não é a violência nem o clique de computador, é colocar-se literalmente de corpo presente e alma determinada num ideal de mudanças.

A mudança acontece quando começamos a participar de fato de nossa comunidade

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