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Bastidores da política e do judiciário, opiniões e críticas sobre os acontecimentos da cidade e vigilância à aplicação do dinheiro dos impostos pagos pelo cidadão

MP-SC arquiva investigação contra professora de Brusque acusada de agredir alunos

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Bastidores da política e do judiciário, opiniões e críticas sobre os acontecimentos da cidade e vigilância à aplicação do dinheiro dos impostos pagos pelo cidadão

MP-SC arquiva investigação contra professora de Brusque acusada de agredir alunos

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Agressão a alunos
A 1ª Promotoria de Justiça de Brusque arquivou representação na qual se solicitava que o órgão investigasse a conduta de uma professora do Centro Municipal de Educação Infantil Professora Helga Stoltenberg, no ano 2016, a qual supostamente agrediu alunos. A denunciante alegou que o município de Brusque estaria sendo omisso ao tomar providências sobre o caso.

Processo administrativo
Ao investigar a suposta omissão da prefeitura, o Ministério Público tomou conhecimento de que o governo havia instaurado um processo administrativo neste ano para apurar o caso. Ela foi intimada em agosto e prestou depoimento no mês passado. Portanto, para o MP-SC, não há que se falar em omissão do município, já que as providências estão sendo tomadas em relação ao caso.


Indeferimento
A 3ª Promotoria de Justiça de Brusque indeferiu representação que questionava licitação feita pela Prefeitura de Brusque para adquirir galões de água mineral para serem utilizados na administração pública. A justificativa da denúncia é de que os preços estimados para a compra do produto estavam acima da média do mercado, argumentação esta que não foi acatada pelo Ministério Público.

Investigação
O MP-SC indeferiu a representação porque ela trouxe orçamentos que realmente comprovaram existir preços menores no mercado. No entanto, não considerou as particularidades do certame, por exemplo o fato da empresa vencedora ter que ceder bombonas de 20 litros para abastecer a administração pública, assim como se responsabilizar pela entrega em diversos lugares, serviços estes que foram incluídos no preço base estipulado no edital.


Reunião com Ubam
O prefeito Jonas Paegle e o vice-prefeito Ari Vequi, junto a outros membros do governo, reuniram-se nesta quarta-feira, 25, com representantes da União Brusquense das Associações de Moradores (Ubam). A última reunião semelhante havia ocorrido apenas em 11 de abril. Conforme relatos de participantes, um dos principais assuntos discutidos foi a abertura ou não da UPA 24 horas. A Ubam, na reunião, apoiou a intenção do governo de não abrir a estrutura.


Confraternização
Neste sábado, 28, o deputado federal Cesar Souza estará em Guabiruba para uma confraternização. Na ocasião, será realizado um jogo de futebol entre os Amigos do Cesar Souza x Amigos do DEM Brusque/Guabiruba. O deputado também vai anunciar o repasse de recursos para a prefeitura de Guabiruba.


Reforma luterana
Eventos em alusão aos 500 anos da Reforma Luterana estão sendo realizados em Brusque nesta e na próxima semana. Nesta sexta-feira, às 20h, ocorrerá o jantar especial alusivo à Reforma, no Santos Dumont. No dia 31, o Clube Filatélico brusquense lançará um selo comemorativo, às 20h30, no Instituto Aldo Krieger.

 


Esclarecimento
O Sesi Escola esclarece que atenderá em dois horários no ensino semi-integral em 2018: 6h30 às 12h30 ou 12h30 às 18h30. A coordenação ressalta que a alimentação (almoço e lanche) está inclusa apenas para a creche integral, semi integral e parcial. A coordenação também ressalta que o reajuste foi de 4%, “visando assim onerar o mínimo possível as famílias”.


EDITORIAL

Médicos de Brusque entre o bem e o mal

Estamos nos acostumando com os escândalos e malfeitos dos governos. Todo dia recebemos uma avalanche de informações que nos deixam perplexos. A questão é que diante disso ligamos o piloto automático e achamos que todos os problemas que nos atingem são do governo, uma vez que ele não deixa de nos dar motivo para pensarmos assim.

Nesta semana, porém, a questão da saúde de nosso município nos levou a uma reflexão diferente deste automatismo. Isso porque assumimos algumas justificativas como verdades, sem ir a fundo no assunto.

Em todas as campanhas assistimos candidatos prometendo a priorização da saúde, mais médicos para atender e questionamos se isso é realmente verdadeiro.

Para melhor entender o assunto, partimos da matéria publicada segunda-feira, 23, no O Município, que analisou o salário das categorias que atuam na municipalidade por qualificação.  

Para nossa surpresa, o maior salário, R$ 30.673,11, é de um médico, acima até que o salário do prefeito, que é R$ 26.766,64. A maior média salarial é dos médicos, no valor de R$ 15.673,11. O menor salário de um médico, que atende poucas horas na semana, é de R$ 6.511,89.

Assim, o médico que menos ganha em Brusque, recebe mais que 50% da média de um diretor de escola, por exemplo, que recebe R$ 4.154,51 e trabalha em tempo integral, com uma responsabilidade imensa.

Aprofundando mais a análise da folha se chega a outra constatação: entre os 50 maiores salários pagos pela prefeitura em setembro, 37 são médicos. Sendo assim, os médicos de Brusque não só são valorizados, mas muitos estão tomando a proporção de marajás, consumindo muito recurso público.

Porém, há quem diga que se eles ganham tão bem é porque trabalham muito e merecem esta distinção. Pois bem, na mesma segunda-feira a prefeitura divulgou um serviço  no seu site oficial informando o nome, o local e carga horária de cada médico.

Como consequência, tivemos algumas reações interessantes de leitores. Uns se manifestaram questionando se tal médico realmente fazia parte do quadro de profissionais da prefeitura, pois nunca o tinham visto em nenhum posto.

Outros questionaram se as informações da prefeitura estavam realmente corretas, como por exemplo no bairro Santa Terezinha, pois foram no posto no horário e não encontraram o médico(a).

Profissionais vistos como mocinhos, que fizeram juramento perante a sociedade, estão agindo como bandidos, achando forma de ganhar mais sem trabalhar

Para agravar ainda mais a questão da frequência destes profissionais da saúde, o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) está investigando, desde a semana passada, a conduta de médicos de Brusque que estariam fraudando documentos com o objetivo de aumento de proventos.

É claro que temos problemas na saúde que precisam ser resolvidos, como neste impasse entre a prefeitura e o Hospital Azambuja na renovação do convênio [leia matéria nas páginas 6 e 7], mas o que nos deixa estarrecidos é que profissionais vistos como mocinhos, que fizeram juramento perante a sociedade, estão agindo como bandidos, achando forma de ganhar mais sem trabalhar e prejudicando toda uma sociedade.

Ficam muito confortáveis agindo assim enquanto todos acham que o problema é só do governo.

Com certeza também há médicos bons, que merecem toda a consideração e boa remuneração. Atuam de forma exemplar em pronto-atendimentos e fazem a diferença na saúde de Brusque.

Entre as boas e condenáveis atitudes, resta saber se, com a abertura destas caixas pretas, a sociedade e as entidades médicas vão atuar de forma corporativa, protegendo os titulares destas distorções ou vão buscar uma solução para este assunto, ajudando a coibir essas atitudes.

O médico sempre foi uma figura emblemática em nossa sociedade, chamada de doutor mesmo sem ter doutorado. Neste momento que o Brasil está sendo passado a limpo, que tal ele utilizar esta liderança para inspirar nossa gente com boas práticas.

Como vimos, o recurso existe, o problema é que precisa ser melhor distribuído, de forma a pagar mais médicos e garantir o cumprimento de sua carga horária. Com estas medidas simples não se resolveria o problema de saúde, mas seria uma revolução para a cidade.

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