Síndicos de residenciais populares de Brusque farão levantamento de irregularidades ao MPF

Na semana passada, presidente da Câmara participou de reunião na Procuradoria da República, em Itajaí

Síndicos de residenciais populares de Brusque farão levantamento de irregularidades ao MPF

Na semana passada, presidente da Câmara participou de reunião na Procuradoria da República, em Itajaí

O Ministério Público Federal (MPF) pediu aos síndicos dos residenciais Minha Casa Minha Vida, no Cedrinho, e Sesquicentenário, no Limeira, enviem levantamentos com as irregularidades nos apartamentos para a Caixa Econômica Federal e Cittá Construções e Empreendimentos, empresa que construiu os prédios.

O procurador da República que cuida do caso determinou que essa lista de problemas deve ser enviada ao banco e à construtora em 15 dias. Depois, a Caixa e a Cittá deverão se manifestar se poderão realizar os consertos ou não, de acordo com o presidente da Câmara de Brusque, Jean Pirola.

Este é o último encaminhamento dentro do inquérito que foi instaurado pelo MPF para investigar as obras dos dois residenciais populares de Brusque. Na semana passada, o Ministério Público realizou reunião entre a Caixa Econômica, a Cittá Construções e Empreendimentos, a Câmara de Brusque e os dois síndicos dos residenciais.

O presidente da Câmara de Vereadores representou o Legislativo na reunião. A Câmara foi convidada a participar do encontro, que ocorreu na sede da Procuradoria da República em Itajaí, responsável pelo inquérito, para acompanhar o processo.

Segundo Pirola, a Câmara foi chamada devido ao relatório de problemas que foi enviado ao MPF em novembro do ano passado. De acordo com ele, o encontro na Procuradoria da República durou horas e foi “produtivo”.

O principal desdobramento após a reunião é o prazo para que os síndicos enviem a lista de problemas. Se a Caixa e a Cittá disserem que não têm como saná-los, o MPF dará continuidade ao processo para pôr em prática as medidas legais cabíveis.

Pirola aproveitou a oportunidade e entregou ao Ministério Público Federal uma cópia colorida do relatório da comissão especial criada no ano passado, no qual estão fotos de diversos problemas na infraestrutura.

Histórico
Os dois residenciais têm vários problemas desde que foram inaugurados. No ano passado, a Câmara de Vereadores criou uma comissão especial para verificar esses problemas.

O relatório final foi emitido em novembro do ano passado. A conclusão foi que há “diversas falhas”, como a expressiva quantidade de moradores vivendo em cada empreendimento, o que tornaria “a administração do condomínio um trabalho árduo, sendo impraticável um consenso nas suas decisões”.

O relatório foi enviado ao MPF, que investiga a qualidade das obras por meio do inquérito civil.

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