Mulheres poderão ter mais oportunidades nos concursos da Polícia Militar e Corpo de Bombeiros

Projeto de lei pretende elevar a cota mínima de 6% para 10% para o público feminino

Mulheres poderão ter mais oportunidades nos concursos da Polícia Militar e Corpo de Bombeiros

Projeto de lei pretende elevar a cota mínima de 6% para 10% para o público feminino

Um projeto de lei na Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc) poderá aumentar para 10% a cota mínima de mulheres nos concursos da Polícia Militar e Corpo de Bombeiros Militar. Atualmente, esse percentual é de 6%. O PL do deputado Valdir Cobalchini (PMDB) já passou pelas comissões de Constituição e Justiça e a do Trabalho e Serviço Público e deve voltar à pauta no segundo semestre.

Em Brusque, a quantidade de mulheres nas instituições militares ainda é baixa, na PM, por exemplo, apenas nove mulheres atuam no 18º Batalhão. No Corpo de Bombeiros, o número é ainda mais baixo, são apenas três. Contudo, na visão do comandante do CBM, tenente Hugo Manfrin Dalossi, “é inegável a capacidade da mulher, de exercer as mesmas funções que os homens, seja no serviço operacional ou administrativo”.

Para ele, a lei, quando define uma porcentagem de vagas paras as mulheres, seja de 6% ou 10%, restringe o acesso das mesmas ao serviço público. “No meu entender, não deveria haver limitação de vagas para o sexo feminino, devendo todos concorrerem a todas as vagas em situação de igualdade”, avalia.

No 18º BPM, o comandante tenente-coronel Moacir Gomes Ribeiro afirma que não há discriminação nos serviços devido ao sexo do policial. “Nossa política não é privilegiar, seja por sexo ou idade. Não damos diferenciação para o trabalho, até porque durante a formação todos os policiais, sejam homens como mulheres, passam pelas mesmas disciplinas acadêmicas”.

O que muitas vezes acontece após o ingresso na corporação, segundo Gomes, é a criação de um perfil ou identificação maior por uma área específica, como policial do Proerd, Centro de Operações da PM (Copom), Rádio Patrulha, Ronda Ostensiva com Apoio de Motocicletas (Rocam), Pelotão de Patrulhamento Tático (PPT) ou próprio administrativo. “São afinidades maiores que quando desperta e, se é possível, destinamos a esses setores para que se sintam melhores nas áreas de atuação”, comenta.

Na Polícia Militar, o comandante acredita que o impacto com a mudança na lei será mínima, especialmente para o batalhão, até porque as vagas ocupadas, muitas vezes, já ultrapassava o atual percentual de 6%. “Essa cota é para o estado, o que diminui o número de mulheres nas unidades”, ressalta.

O tenente-coronel acrescenta que quando solicita ao estado um reforço policial, não pede policiais homens, mas sim no geral. “Se recebermos 20 mulheres, vamos trabalhar com elas e com certeza não faltará trabalho para elas. O que precisamos e exigimos é que venham policiais bem formados e éticos”, pontua.

 

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