Um dos períodos mais complicados da história do Colégio Cônsul foi na década de 1930, com a campanha de nacionalização do presidente Getúlio Vargas, durante o Estado Novo. Em 1938, um decreto governamental determinou que todos os professores teriam de ser brasileiros natos, o português teria de ser ensinado obrigatoriamente e idiomas estrangeiros não poderiam ser lecionados para menores de 14 anos.

Escola essencialmente alemã e de confissão luterana, o Cônsul sofreu com a nacionalização. “A maior parte dos professores foram demitidos, e o diretor alemão foi afastado”, diz a historiadora.

O colégio permaneceu fechados por alguns meses por causa do decreto. “Nesse processo, inúmeras escolas ligadas à Igreja Luterana fecharam, mas a nossa conseguiu se manter com a ajuda do cônsul Carlos Renaux, que era vivo na época e disponibilizou os seus advogados para trabalhar na questão jurídica”, diz Jaqueline.

Para conseguir voltar às atividades, o novo diretor escolhido foi Arno Ristow, brusquense, mas que estava no Rio Grande do Sul na época. O diretor, junto com os advogados do cônsul Carlos Renaux, legalizou a escola e os alunos voltaram a frequentar a instituição.

A escola também mudou de nome, para Escola Evangélica Alberto Torres, um nome brasileiro. Posteriormente, mudou de nome para Colégio Cônsul Carlos Renaux. Desde então, deixou de ser uma escola de luteranos para abraçar toda a comunidade.

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