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Jornal celebrou 70 anos em 2024

Em 26 de junho de 1954, foi publicada a primeira edição do jornal O Município. Em 2024, chegou à marca de 70 anos de história, indo, provavelmente, muito além do que imaginou o advogado Raul Schaefer, quando iniciou sua empreitada para criar um veículo de comunicação em Brusque.

Fundado também por Wilson Santos, que tinha a função de gerente, o semanário logo se tornou a principal fonte de notícias de Brusque e, há mais de sete décadas, é testemunha da evolução e do desenvolvimento da cidade e da região.

Logo na primeira edição, Schaefer apresentou os motivos que o levaram a fundar o jornal e explicou por que o batizou de O Município: “Tínhamos de batizar o jornal que estava no nascedouro e, além de tudo, imprimir-lhe uma diretriz acertada, justa e correta. Assim, veio a lume O Município, porque está fadado, mercê de Deus, a constituir-se um batalhador incansável em prol do engrandecimento de Brusque. Nós o queremos assim, lutando pelas boas causas. Foi com este intuito que o fundamos”, escreveu no texto intitulado Apresentação, na primeira capa do jornal.

Primeira edição de O Município, exposta na sede do jornal

Os fundadores

Filho do industrial Otto Schaefer, Raul formou-se em Direito no Paraná e, logo em seguida, abriu seu escritório de advocacia em Brusque. Em 1946, fundou a Rádio Araguaia, disputou e venceu o pleito a deputado estadual, casou-se e viveu em Florianópolis até 1951.

Antes de fundar O Município, colaborou com os jornais Correio Brusquense e O Rebate, mas desejava ter seu próprio jornal para expressar suas ideias e personalidade.

Já Wilson Erasmo Quintino dos Santos colaborou com o jornal O Município por 51 anos. Desde a primeira publicação, em 1954, até 2005, ele assinou seu nome no jornal, seja como gerente fundador, jornalista responsável, repórter ou colunista.

Nascido em 1927, em Rio do Sul, Santos era filho de professor e, desde cedo, mostrava interesse pelas palavras e pela comunicação. Ainda jovem, começou a atuar na Rádio Clube, em Blumenau, até que veio para Brusque, em 1947, a convite de Raul Schaefer.

No período em que atuou como repórter ou esteve à frente do jornal, Wilson Santos cobriu os principais acontecimentos da cidade, desde grandes enchentes até a visita de ex-presidentes da República, como a de Juscelino Kubitschek, em 1955, ou de grandes artistas que vinham para Brusque.

Jaime Mendes faz história

Raul Schaefer permaneceu na direção do jornal até 1958. Em 29 de novembro daquele ano, Jaime Mendes iniciou oficialmente uma história de quase 30 anos à frente do semanário. Antes de atuar em O Município, Mendes trabalhou como coletor estadual em Mafra, Capinzal e Rio Negrinho e também foi fiscal da Fazenda em Caçador e Rio do Sul. Ele descobriu sua verdadeira vocação ao fundar e manter o Jornal da Semana, entre os anos de 1944 e 1952, em Rio do Sul.

Em entrevista publicada na edição de 26 de junho de 1973, Jaime Mendes contou que, na época em que O Município foi fundado, colaborava com o jornal O Rebate, único órgão de imprensa de Brusque até então. Foi somente em 1956 que passou a integrar a equipe de O Município e, dois anos depois, assumiu sua direção.

“Comprei logo depois uma nova máquina impressora – a primitiva era muito velha e pequena – que pertencia ao jornal Evolução, de propriedade do senador Saulo Ramos. Mais tarde, adquiri uma linotipo e uma impressora maior, que imprime quatro páginas de cada vez, o que me permitiu ampliar o jornal e executar serviços de encomenda de revistas e livros.”

Mendes foi um verdadeiro apaixonado pelo jornal. Dedicou boa parte de sua vida a mantê-lo ativo, muitas vezes, inclusive, tirando dinheiro do próprio bolso para que o semanário pudesse ser entregue aos assinantes todas as sextas-feiras.

Enquanto esteve na direção de O Município, lançou a campanha em prol da construção da rodovia Antônio Heil, com o objetivo de melhorar a infraestrutura do município. Da série de artigos publicados ao longo de quase 15 anos de campanha, surgiu o livro Uma Estrada para Brusque, de sua autoria.

Jaime Mendes só parou de trabalhar nos dias que antecederam sua morte. Após seu falecimento, em 9 de outubro de 1986, O Município passou quase um ano sem direção efetiva. Wilson Santos assumiu a direção editorial e a família Mendes colocou o jornal à venda.

Impulso com as indústrias têxteis

Do início até a década de 1980, o crescimento do jornal O Município foi impulsionado pelas indústrias têxteis de Brusque. As grandes empresas centenárias incentivavam seus operários a se tornarem assinantes do semanário, de onde vinha boa parte dos recursos para manter o jornal ativo.

Durante muitos anos, a Fábrica de Tecidos Carlos Renaux pagou 50% do valor da assinatura para seus operários. A Buettner e a Schlösser também tinham grande número de assinantes entre seus funcionários. Cada fábrica recebia cerca de 500 exemplares.

Mais tarde, quando as empresas Buettner, Schlösser e Siemsen assumiram a sociedade do jornal, Glória lembra que o periódico começou a se modernizar. A Buettner, por exemplo, utilizava seu departamento de tecnologia para imprimir as etiquetas com o nome dos assinantes.

Início da profissionalização

Após a morte de Jaime Mendes, as indústrias Buettner, Schlösser e Metalúrgica Siemsen (atual Skymsen) e seus respectivos diretores assumiram o jornal O Município e delegaram a Cyro Gevaerd a missão de administrar o semanário, em junho de 1987.

A sociedade, entretanto, não durou muito tempo. Em 1989, a área têxtil passou por uma crise e, por isso, os industriais já não tinham interesse em continuar com o jornal. Por outro lado, Herbert Pastor, que era diretor da Buettner, não queria que o principal jornal da cidade fechasse as portas. Por isso, convenceu os diretores, e a indústria assumiu as demais cotas da sociedade.

Herbert foi designado diretor do jornal a partir de 1989 e, durante sua gestão, o semanário ganhou uma nova identidade. Ele decidiu adotar uma linha editorial mais independente, propondo uma redação sem ligações políticas. Foi ele também quem contratou os primeiros repórteres.

O empresário ficou na direção do jornal até 1993. Ele considera que o principal feito de sua gestão à frente do semanário foi permitir a continuidade de O Município.

Um novo fôlego

Jorge Colzani, que estava em ascensão com a Colcci na época, assumiu o comando do jornal em 1993 e deu um novo fôlego a O Município, que passou a pertencer, portanto, ao Grupo Colcci.

Ele fazia parte de um grupo de oito empresários dispostos, inicialmente, a administrar o jornal, mas, depois de diversos encontros sem definição sobre como a divisão seria feita, decidiu comprá-lo sozinho.

No início, a maior dificuldade encontrada por sua administração foi formar uma equipe de jornalismo para a produção de notícias. Ele conta que ele e Glória Zen, que trabalha no jornal há mais de 50 anos e hoje atua no setor comercial, precisavam escrever conteúdo para fechar uma edição. Naquela época, a publicação era semanal.

Durante o primeiro ano da administração de Colzani, o jornal passou a ser impresso em off-set, na gráfica do antigo Jornal de Santa Catarina, em Blumenau, em vez do método de linotipo. Sob a administração dele, foi impressa a primeira edição colorida do jornal O Município, em 1997.

Capa da primeira edição colorida do jornal, em 1997

Transformação digital

Em 2000, Cláudio José Schlindwein adquiriu o jornal do tio, Jorge, e assumiu o desafio de comandar um dos mais tradicionais veículos de comunicação do estado. Ele já atuava na empresa anteriormente como funcionário.

Uma das mudanças importantes nesse período aconteceu em 2002, quando O Município passou a circular diariamente no formato tabloide e se tornou Município Dia a Dia – nome que se manteve até 2017, quando todas as marcas do jornal foram unificadas.

A primeira página do jornal na internet foi criada em 2000 e, ao longo de 15 anos, O Município realizou vários testes no digital, com mudanças de layout e utilização de novas linguagens, mas sem uma atenção especial ao conteúdo on-line, já que a cultura do veículo ainda era muito ligada ao impresso.

Em 2012, foi lançado o portal Município Mais, com a intenção de utilizar conceitos da Web 2.0, em que o conteúdo do impresso era ampliado no digital, com informações extras, links e galerias, entre outros elementos.

Foi em 2015, porém, que o jornal passou a ter um foco maior na produção de conteúdo exclusivo para o digital, o que mudou principalmente o modo de trabalhar da redação e do setor comercial, expandindo as possibilidades.

O Município fez a transição com muito sucesso. Em pouco tempo, assumiu a liderança de audiência no digital e passou a ser referência para outros veículos de comunicação.

Foi durante a gestão de Cláudio que a empresa abriu novos portais de notícias em Blumenau, em 2017, e Joinville, em 2020, atingindo grande sucesso de audiência nas maiores cidades do estado. Ambas as empresas foram vendidas em 2025 para empresários locais, seguindo trajetória de grande sucesso.

Jorge Colzani e Cláudio Schlindwein selam a venda do jornal O Município. A negociação foi confirmada na edição de 24 de março de 2000

Consolidação

A partir de outubro de 2025, o jornal foi adquirido por Andrei Paloschi e Everton Caetano, que capitanearam o processo de transformação digital na gestão anterior. Ambos já tinham longa trajetória em O Município, com mais de uma década integrando o grupo gestor da empresa, o que garantiu continuidade ao trabalho desenvolvido.

Natural de Botuverá, Andrei atuava desde 2013 no jornal. É formado em Comunicação Social e, desde 2020, exercia a função de diretor de Jornalismo e Operações. Antes disso, havia sido editor-chefe por cinco anos. Já Everton, natural de Brusque, está na empresa desde 2011. Formado em Administração, atuava desde 2017 como gerente comercial.

Apaixonados por comunicação e pelo jornal O Município, levam adiante a missão de fazer jornalismo com qualidade, credibilidade e isenção, ao lado de um time de profissionais qualificados.

Andrei Paloschi (esq.) e Everton Caetano (dir.) são os atuais proprietários do jornal; Cláudio José Schlindwein (ao centro) administrou a empresa até setembro de 2025
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