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Botuverá guarda raridades: casas, estufas e capela em um só lugar

Conjunto histórico expõe arquitetura antiga, devoção religiosa e práticas do interior

No bairro Ribeirão do Ouro, em Botuverá, a rua José André Colzani preserva um conjunto de elementos patrimoniais, que ajudam a compreender etapas importantes da formação histórica e social do município.

*Confira a galeria de fotos no fim da edição

Em uma via de poucos moradores, edificações antigas permanecem como registros materiais de um modo de vida que marcou gerações e ainda hoje pode ser observado em detalhes.

Botuverá e suas casas antigas

Entre os principais destaques, pois, estão duas casas antigas, que resistem ao passar do tempo mantendo características originais.


Uma delas, construída em estrutura tradicional de madeira, traz fixada na fachada uma placa com a data de 1930, informação que confere precisão histórica e reforça o valor patrimonial do imóvel.

A poucos metros, encontra-se outra residência, também erguida com técnicas construtivas típicas do período, preservando traços arquitetônicos característicos das primeiras décadas do século passado.

Ambas estiveram ligadas, em tempos remotos, à família Colzani, nome diretamente associado à ocupação e ao desenvolvimento do bairro Ribeiro do Ouro.

Placa na fachada revela o ano de construção da casa/Foto: Ciro Groh/O Município

Botuverá e sua capela histórica

Em frente às casas, do outro lado da estrada e sobre um pequeno morro, encontra-se a capelinha de Santo Antônio.

De dimensões modestas, mas de forte significado cultural e religioso, a edificação é considerada antiga, embora não haja registro preciso de sua data de construção.

Moradores relatam que, no passado, o espaço foi utilizado para missas, reforçando sua relevância como referência de devoção e convivência comunitária no meio rural.

A presença da capela evidencia a importância da religiosidade na organização social das comunidades do interior de Botuverá.

Capela antiga no morro então mantém presença marcante na rua/Foto: Ciro Groh/O Município

Botuverá e suas estufas

O cenário histórico é então complementado por duas antigas estufas de fumo, ainda preservadas neste mesmo espaço.

Conhecidas popularmente por essa denominação, as estruturas abrigavam a secagem do tabaco, atividade que desempenhou papel central na economia agrícola local durante décadas.

As estufas ajudam a contextualizar práticas produtivas que sustentaram famílias e influenciaram diretamente a dinâmica social e econômica da região ao longo do século XX.

estufas antigas entre a vegetação que então cresce sobre a estrutura/Foto: Ciro Groh/O Município

Valor histórico reunido

O conjunto formado por casas, capela e estufas de fumo reúne, em um mesmo ambiente, referências à moradia, ao trabalho e à fé — aspectos que estruturaram a vida rural de Botuverá em diferentes períodos

A permanência dessas construções, com elevado grau de autenticidade, permite uma leitura clara e objetiva do passado, a partir de elementos concretos ainda integrados à paisagem local.

Momento de afeto entre mãe e filha diante de residência histórica/Foto: Ciro Groh/O Município

As belas fotos

Após os anúncios, no fim desta edição, uma galeria de fotos apresenta registros que revelam, com precisão visual, detalhes que as palavras escritas não conseguem traduzir integralmente.

As imagens, pois, permitem observar de forma clara as raridades preservadas na rua José André Colzani e compreender, em profundidade, a relevância histórica desse trecho do bairro Ribeirão do Ouro.


Galeria após o apoio comercial

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Galeria de fotos


*Créditos: Ciro Groh/O Município >>



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Uma das estufas antigas entre a vegetação que cresce sobre a estrutura/Foto: Ciro Groh/O Município



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