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Caso Viúva Negra: homem confessa que matou empresário de Brusque a tiros: “disparei na lateral da cabeça dele”

Ele também admitiu que comeu churrasco com outros réus no dia em que foram cavar a cova da vítima

No julgamento iniciado nesta sexta-feira, 19, em Brusque, o réu Jean Carlos Hang confessou ao Tribunal do Júri que participou da morte do empresário Edinei da Maia e que foi ele quem efetuou os disparos que mataram a vítima.

O depoimento de Jean, prestado em juízo, trouxe detalhes sobre a operação de atração, a execução e a ocultação do corpo, e contrasta com as versões de outros acusados que dizem ter participado apenas de um “susto”.

Jean declarou que foi procurado em casa por Patrick e que aceitou participar sem promessa de pagamento.

“Fui chamado para prestar um favor para o Patrick e esse favor era fazer o serviço. Ele me procurou na minha casa. O objetivo era ajudar ele a matar o Edinei, mas não me prometeu nenhum pagamento. Eu devia um serviço pra ele por ele ter me ajudado outra vez”.

Segundo o relato, Jean, ao lado de Kauê (já condenado no caso), rendeu a vítima no cemitério de Vidal Ramos e a levou até a Serra do Moura, onde havia uma cova previamente cavada.

“Não sei quem atraiu a vítima para lá, só sabia que ele ia estar lá”.

Jean afirmou que cavou a cova junto com Patrick, Robson e Jeferson, e que os trabalhos demoraram um dia.

“Eu, Patrick, Grilo e Coucky cavamos a cova. Levou um dia para fazer a cova. Fizemos um churrasco para nos alimentar lá”.

Ele disse ainda ter comprado a arma um dia antes e que foi o único armado no local. Na descrição do réu, a chegada ao ponto final ocorreu em veículos da vítima e dos demais suspeitos.

“Chegamos no local com o Civic, carro do próprio Edinei. O Robson (Grilo) chegou de camionete. Depois chegou o Patrick”.

Jean afirmou que amarrou a vítima e efetuou dois disparos contra ela. “Eu atirei e matei ele”.

Questionado sobre a ausência de perfurações visíveis no corpo, Jean manteve a versão.

“Dei dois tiros na lateral da cabeça dele e depois ajudei a tapar o corpo. Depois disso peguei o carro do Edinei e fui para Itajaí entregar o carro para outro homem”.

Em juízo, Jean admitiu uso de cocaína no dia do crime e afirmou que, por estar drogado, tinha dificuldade de recordar detalhes.

“Desconheço essa corda no pescoço que disseram que Edinei tinha. Eu cheguei drogado no local, era usuário de cocaína. Eu atirei e matei ele e foi isso”.

Perguntado sobre mensagens que teriam sido exibidas para Edinei no momento do crime, respondeu: “não me recordo”.

A acusação sustenta que o homicídio foi planejado para atender interesse financeiro e que Elisa Zierke dos Passos, viúva de Edinei, teria encomendado o crime para assumir bens e a empresa da vítima.

O Ministério Público aponta que Patrick atuou na organização e que outros comparsas cavaram a cova e participaram da execução. O corpo de Edinei foi encontrado em 15 de junho de 2024, em avançado estado de decomposição.

Em júri anterior, realizado em 6 de junho, três réus já foram condenados: Júlio César Durgo Sothe, o “Montanha”, e Robson de Amorim, o “Grilo”, receberam 27 anos de prisão, e Kaue Hans Becker foi sentenciado a 26 anos. Nesta etapa, o Tribunal do Júri decide a responsabilidade criminal de Elisa, Patrick e Jean. O sétimo acusado, Jeferson Alves, o “Cuky”, não será julgado agora em razão de recurso apresentado pela defesa.

*Colaboração: Sophia Ribeiro

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