Dengue: secretária de Saúde de Brusque explica quando e onde procurar ajuda médica
Local e formato de atendimento é estabelecido de acordo com a gravidade dos sintomas
Até agora, Brusque já contabiliza 1.247 casos confirmados de dengue, representando um aumento de 35% em relação à última atualização divulgada pela Vigilância em Saúde na segunda-feira, 15, quando havia 921 casos registrados.
Os números estão em ascensão. A preocupação da população também cresce. Para abordar esse tema, o jornal O Município entrevistou a secretária de Saúde, Thayse Rosa. O objetivo da entrevista era esclarecer as dúvidas da população sobre a dengue, uma doença cujos números têm aumentado em todo o território brasileiro.
Segundo a secretária, as pessoas devem procurar atendimento médico ao apresentarem relatos de febre, geralmente com duração de dois a sete dias, e duas ou mais das seguintes manifestações:
náuseas;
vômito;
exantema (irritação na pele espalhada pelo corpo);
dor muscular;
dor nas articulações;
dor de cabeça;
dor nos olhos;
petéquias (pequenas manchas arroxeadas causadas pelo sangramento sob a pele);
prova de laço positiva;
leucopenia (baixo nível de glóbulos brancos no sangue).
"Também pode ser considerada suspeita toda criança com quadro febril agudo de dois a sete dias de duração e sem foco de infecção aparente".
Orientações
A secretária explica que, caso o quadro de sintomas se encaixe nos listados, a população pode e deve procurar a unidade básica de saúde mais próxima.
"Lá, o enfermeiro irá realizar a classificação de risco. Em nosso município, todos os atendimentos têm 100% de cobertura, inclusive com exames laboratoriais coletados para o manejo da dengue (hemograma) nos polos de hidratação".
Questionada sobre como os profissionais classificam cada paciente, Thayse diz que existem quatro categorias: A, B, C e D. Confira a diferença de tratamento de cada uma delas:
Pacientes A: serão manejados na própria UBS, pois não necessitam de hidratação endovenosa;
Pacientes B: podem ser hidratados na própria UBS enquanto ela tiver capacidade instalada ou ser encaminhados para os 5 polos de hidratação;
Pacientes C ou D: são encaminhados aos hospitais.
"É importante que a população procure primeiro a UBS, pois se todos forem para o hospital, o tempo de espera aumentará significativamente. Seguindo esse fluxo, o hospital receberá os pacientes que precisam de atendimento hospitalar".
Confira as principais medidas de prevenção e combate ao Aedes aegypti:
Manter bem tampado tonéis, caixas e barris de água;
Lavar semanalmente com água e sabão tanques utilizados para armazenar água;
Manter caixas d’água bem fechadas;
Remover galhos e folhas de calhas;
Não deixar água acumulada sobre a laje;
Encher pratinhos de vasos com areia até a borda ou lavá-los uma vez por semana;
Trocar água dos vasos e plantas aquáticas uma vez por semana;
Colocar lixos em sacos plásticos em lixeiras fechadas;
Fechar bem os sacos de lixo e não deixar ao alcance de animais;
Manter garrafas de vidro e latinhas de boca para baixo;
Acondicionar pneus em locais cobertos;
Fazer sempre manutenção de piscinas;
Tampar ralos;
Colocar areia nos cacos de vidro de muros ou cimento;
Não deixar água acumulada em folhas secas e tampinhas de garrafas;
Vasos sanitários externos devem ser tampados e verificados semanalmente;
Limpar sempre a bandeja do ar-condicionado;
Lonas para cobrir materiais de construção devem estar sempre bem esticadas para não acumular água;
Recolher sacos plásticos e lixo do quintal.
Saiba como denunciar
É através das denúncias que as equipes podem agir. A população pode contatar o número de WhatsApp: (47) 98813-0095. Terrenos e piscinas sem manutenção, suspeita de criadouros, locais públicos e privados tomados pelo mato devem ser denunciados.
Após o repasse de informações, os servidores encaminham a demanda para o setor responsável. Em locais privados sem ocupação, o Instituto Brusquense de Planejamento (Ibplan) realiza a notificação para o dono da propriedade. Em locais públicos, a prefeitura realiza a manutenção.
Atualmente, o número de denúncias faz com que a fiscalização demore mais do que o normal, devido ao grande aumento das demandas.
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