Morador de Guabiruba resgata técnica ancestral e recria vasos de cimento
Cores, texturas e formatos traduzem a essência de um trabalho feito com paciência e técnica
Entre as paisagens que circundam o bairro Pomerânia, em Guabiruba, uma história de transformação silenciosa vem sendo moldada com cimento, paciência e alma.
*Confira a galeria de fotos no fim da edição
É ali, longe dos holofotes e em sintonia com a natureza, que Roberto Carlos Otto encontrou no artesanato não apenas um ofício, mas uma forma de expressão profunda — uma ponte entre curiosidade e vocação, entre necessidade e paixão.
O início em Guabiruba
Tudo começou em 2021, quando o desejo de aprender algo novo o levou a explorar o universo da cerâmica artesanal.
Curiosamente, o primeiro experimento com o cimento foi simples, quase despretensioso — tratava-se de um vaso de linhas modestas, mas que despertou uma curiosidade imediata.
Nesse contexto, à medida que mergulhava mais profundamente na função, Roberto descobria que cada tentativa carregava uma lição, e cada erro, uma oportunidade de refinar sua técnica.
Assim, o que iniciou como uma simples busca por habilidade transformou-se numa jornada de autoconhecimento e entrega, com os vasos revelando a face mais intensa de sua criatividade
Um talento de Guabiruba
Com o passar do tempo, ele não apenas dominou o ato de moldar o cimento — foi além.
Usando as próprias mãos, deu forma aos moldes de areia e barro, aos gabaritos de madeira e aos contornos que definem a alma de suas peças.
Dessa maneira, suas obras revelam não só forma e função, mas também o cuidado presente em cada etapa da produção.
A precisão milimétrica dos moldes revela, então, o cuidado com que cada etapa é conduzida, transformando o processo em arte.
Seu acervo
Atualmente, em 2025, após quatro anos de trabalho incansável, Roberto reúne um acervo impressionante de vasos — em modelos, cores e tamanhos que revelam a maturidade estética de sua trajetória.
Com efeito, muitas de suas peças nascem sob medida, moldadas com atenção aos gostos individuais de quem as recebe.
Essa capacidade de adaptação, aliada à busca constante por inovação, faz com que suas criações não apenas decorem ambientes — elas contam histórias, despertam emoções e inspiram admiração.
Técnicas manuais
Mais do que criar novas formas, Roberto se dedica a resgatar técnicas manuais que, embora esquecidas pela indústria, carregam consigo uma herança cultural valiosa.
Para ele, preservar essas práticas é manter viva a autenticidade de um tempo em que cada objeto era feito com alma, e não apenas com máquinas.
No silêncio do ateliê, o cimento ganha vida. Cada vaso nasce de um processo que exige paciência, atenção e sensibilidade artística.
E é nesse espaço íntimo, onde tradição e contemporaneidade se encontram, que Roberto encontra equilíbrio emocional e satisfação pessoal.
Por consequência, o artesanato, para ele, é mais do que um ofício — é uma expressão de vida com significado.
Suas obras no Instagram
Interessados em conhecer melhor esse universo encantador encontram no perfil de seu Instagram, https://www.instagram.com/robertocarlosotto/, um espaço onde ele revela imagens, bastidores e novidades de seu trabalho.
Ali, é possível acompanhar não apenas o resultado final, mas também o cuidado envolvido em cada etapa da criação.
A trajetória de Roberto é um lembrete poderoso de que, quando há paixão e respeito pelas tradições, o artesanato se torna eterno.
Cada peça que sai de suas mãos é um fragmento de história — uma celebração da beleza que só a arte manual pode oferecer.
Acompanhe as fotos
No fim desta edição, logo após os anúncios, encontra-se uma galeria que reúne imagens das obras assinadas por Roberto.
A seleção então revela, em detalhes, a delicadeza dos traços, a harmonia das formas e a riqueza de cores que caracterizam sua produção artesanal.
Vale a visita para apreciar de perto o trabalho que une tradição, técnica e sensibilidade em cada peça.
Galeria após o apoio comercial
*São eles que mantém este trabalho ativo/Clique nos banners e saiba mais >>
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Guabiruba em fotos
*Créditos das imagens: Roberto Carlos Otto >>
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