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“Reclamações são pontuais”: instituto responsável pelo Hospital Imigrantes se manifesta sobre filas recorrentes em Brusque

Diretor-técnico do Imas diz que pesquisa interna aponta satisfação de 97% entre pacientes

O médico, diretor-técnico e fundador do Instituto Maria Schmitt (Imas), que administra o Hospital Imigrantes, Robson Schmitt, se manifestou durante o evento de lançamento do programa de acesso gratuito à saúde para colaboradores, na noite da quarta-feira, 3, sobre as filas recentes registradas na unidade. Ele afirma que “as reclamações são pontuais” e que, segundo pesquisas internas, a satisfação dos pacientes chega a 97%.

Robson explica que a maioria das reclamações recebidas pela unidade vem de moradores que passam em frente ao hospital e veem muitas pessoas aguardando.

“O absurdo é os pacientes ficarem cinco ou seis anos esperando uma cirurgia. Essas reclamações são muito pontuais, quase não chegam para nós. E a gente sabe que às vezes demora, mas é um ambulatório com 480 pessoas”.

O diretor-técnico ainda afirma que, em grande parte, as filas são formadas por pessoas que vêm de outras cidades do estado, chegam cedo à unidade e aguardam atendimento. Ele ressalta que é impossível não haver fila no início do dia com apenas cinco atendentes disponíveis no hospital.

“É impossível dizer para quem vem do extremo Oeste, por exemplo, sair às 13h30 para ser atendido às 14h e ir embora às 16h. Há muito tempo implementamos a linha de cuidado, que será lançada em Santa Catarina, que faz com que o paciente passe por todos os exames no mesmo dia, evitando esse ir e vir”.

“Para um paciente de Brusque é fácil ir no Imigrantes e voltar para casa. Agora, imagine quem vem do interior do estado. No hospital, temos 20 leitos disponíveis para quem vem de outra cidade e não consegue voltar no mesmo dia. Esses leitos permanecem quase 100% lotados durante o mês todo”, finaliza.

Pacientes de fora


Na manhã da quinta-feira, 28 de agosto, o Hospital Imigrantes registra longas filas em Brusque. A reportagem do jornal O Município conversa com pacientes por volta das 10h30, que aguardavam sentados do lado de fora para realizar exames.

A fila começava dentro da instituição e se estendia até o estacionamento, onde dezenas de pessoas permaneciam sentadas. Algumas já haviam realizado seus exames, enquanto outras ainda esperavam.

Um paciente de 73 anos chegou ao hospital às 7h. Ele contou que aguardou três horas apenas para fazer a ficha e foi orientado a retornar às 13h, quando o exame seria realizado no período da tarde. Para não perder o lugar, permaneceu sentado em frente ao hospital.

Já uma mulher de 41 anos veio de Balneário Camboriú para retirar um catéter. Ela chegou às 6h, horário marcado para o procedimento, mas só foi atendida às 9h.

A paciente relatou ainda que grande parte das pessoas que aguardavam do lado de fora era de outras cidades, devido a um mutirão de exames realizado na quinta-feira.

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