Ruínas e memórias: conheça Bela Vista, o lado oposto do avanço urbano de Brusque
Estruturas antigas permanecem como testemunhas silenciosas de outras épocas
Enquanto Brusque avança em ritmo acelerado, com seu comércio dinâmico, polos industriais em expansão e uma área urbana que cresce a cada temporada, há lugares onde o tempo parece caminhar em outra velocidade.
*Confira a galeria de fotos no fim da edição
A cerca de 20 km do Centro da cidade, a rua Bela Vista, no bairro Cedro Grande, revela um cenário oposto à dinâmica urbana — um refúgio interiorano, marcado pelo frio intenso do inverno e pelas paisagens naturais que seguem intocadas.
Além disso, o local conserva a memória de um passado ainda presente entre ruínas e estruturas antigas, hoje silenciosas sob o domínio da natureza.
À medida que a via sobe em direção aos 500 metros de altitude, o ar se torna gradualmente mais frio, enquanto o ambiente adquire contornos silenciosos e profundamente contemplativos.
A natureza domina o espaço, entre morros, mata nativa e sons suaves da vida silvestre.
As ruínas de Brusque
É nesse cenário que resistem os vestígios de duas construções marcantes: a antiga Capela Santo Antão de Pádua e a Escola Padre Orlando Passos Cleis — ambas atualmente em ruínas.
A capela, cuja última missa foi celebrada em 1998, foi erguida ainda no século XIX e era o centro espiritual de uma comunidade que, por muitos anos, ali se reunia em fé e devoção.
Com o tempo, o abandono deu lugar então ao desgaste natural e à ação do vandalismo.
Ainda assim, parte de seu acervo foi preservado com cuidado e transferido a outras paróquias, mantendo viva a história do local.
Poucos metros adiante, a antiga escola — inaugurada em 1961 e expandida nos anos 1970 — ainda resiste, mesmo que apenas sobre escombros.
As paredes, agora silenciosas, guardam memórias de um período em que o ensino local florescia, impulsionado pelo trabalho dedicado de professores e pela união da comunidade.
Contrastes de Brusque
A rua Bela Vista representa, assim, um contraste marcante entre dois mundos: o da cidade em constante transformação e o do interior, que preserva relíquias, ruínas e paisagens onde a história ainda pode ser tocada.
E nas manhãs frias deste inverno, com a neblina envolvendo as construções e o verde ao redor, esse contraste se acentua ainda mais.
Confira as fotos
No encerramento desta edição, logo após os anúncios, imagens desta quinta-feira, 3, marcada pelo frio do inverno rigoroso, oferecem um retrato sensível da rua Bela Vista.
Trata-se de uma galeria de fotos que traduz o silêncio, a brisa fria e a beleza discreta presente nos trajetos menos trilhados de Brusque.
Galeria após anúncios
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Brusque fotografada no Bela Vista
*Créditos: Ciro Groh/O Município >>
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