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VÍDEO – Descubra onde farinha e queijo artesanal ainda são feitos em Brusque

Saberes antigos e trabalho manual sustentam um legado que desafia a modernidade

Afastado cerca de 20 km do Centro da cidade de Brusque, em uma área onde o tempo parece desacelerar, encontra-se um refúgio de tradição e memória.

*Confira a galeria de fotos no fim da edição


Com efeito, na tranquila rua do Salto, situada no bairro São João, a propriedade do casal Dada — Daniel e Paulina — se destaca como um relicário de práticas ancestrais que desafiam o esquecimento.

Ali, em meio à vegetação abundante e ao canto dos pássaros, dois saberes resistem com dignidade: a produção artesanal de farinha de mandioca e a fabricação de queijo caseiro.

Assim, em tempos de industrialização acelerada, o que se preserva nesse espaço é mais do que técnica — é identidade.

*Assista ao vídeo >>



Brusque e seu engenho


O som da água correndo, o ranger das engrenagens e o aroma da mandioca aquecida compõem a sinfonia de um engenho que permanece ativo, movido pela força hidráulica — uma raridade nos dias atuais.

Daniel, guardião desse saber, conduz com precisão cada etapa do processo, desde a colheita das raízes até a transformação final em farinha de alta qualidade.

Tudo começa com o aipim recém-colhido, que é raspado, lavado e ralado.

A massa resultante é então prensada e levada ao forno, onde o calor transforma o produto em farinha de textura fina e sabor marcante.

O engenho, impulsionado pela água, entra em ação com vigor, evocando imagens de um tempo em que a tecnologia era sinônimo de engenhosidade manual.

Cada movimento dentro desse espaço então carrega a força de gerações que moldaram o cotidiano com esforço e respeito pela natureza.

O resultado não é apenas um alimento — é um testemunho vivo da cultura de Brusque.

Ao lado do engenho, Daniel então preserva gerações de memória na produção da farinha/Foto: Ciro Groh/O Município

Brusque e o queijo artesanal


Enquanto o engenho pulsa com energia, a cozinha da propriedade revela outro universo: o da produção de queijo caseiro.

Paulina, com mãos experientes e olhar atento, conduz um processo que exige paciência, técnica e sensibilidade.

O leite fresco e integral, aquecido cuidadosamente, dá início à transformação.

Com a adição do coalho, o líquido se separa em coalhada e soro. A massa, cortada em pedaços, é mexida até liberar o excesso, sendo então moldada e drenada em formas específicas.

Durante esse processo, Paulina enriquece o queijo com sal e especiarias, conferindo identidade e sabor únicos.

Dependendo do tipo, o produto segue para a cura, onde temperatura e umidade são controladas com rigor, permitindo o desenvolvimento de texturas e aromas que encantam os sentidos.

O queijo que nasce ali não é apenas alimento — é memória moldada em sabor, é afeto transformado em tradição.

Paulina então exibe, com orgulho, o queijo que carrega o sabor da tradição em Brusque/Foto: Ciro Groh/O Município

Heranças de Brusque


Na propriedade do casal Dada, o tempo atua como aliado e fortalece cada tradição preservada. Práticas, gestos e ferramentas revelam um compromisso com a preservação de saberes que atravessam gerações.

Em um mundo que valoriza a velocidade, o que se vê ali é resistência silenciosa, mas poderosa. A farinha e o queijo produzidos nesse espaço não são apenas produtos — são narrativas.

Acima de tudo, trata-se de histórias moldadas pelas mãos, nutridas pela terra, impulsionadas pela água e lapidadas pelo fogo.

Memórias que não apenas alimentam — elas comovem, ensinam e permanecem.

O casal Dada então  posa diante do engenho tendo o cachorro como guardião afetuoso/Foto: Ciro Groh/O Município

As fotos mais adiante


No fim desta edição, após os anúncios, há uma galeria de imagens que eterniza os momentos vividos neste refúgio de tradição.

Cada registro convida à contemplação — não apenas com os olhos, mas com o coração.


Galeria após o apoio comercial

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Galeria de fotos


*Créditos: Ciro Groh/O Município >>



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