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Viúva acusada de mandar matar empresário brusquense nega envolvimento no crime: “eu o amava”

Ela afirma que marido era agressivo, mas sustenta que nunca planejou sua morte

O julgamento de três acusados pelo assassinato do empresário brusquense Edinei da Maia começou nesta sexta-feira, 19, em Brusque, com o depoimento da viúva, Elisa Zierke dos Passos.

Apontada pelo Ministério Público como mandante do crime, ela negou qualquer participação e afirmou que sofria violência do marido e ameaças de outro réu, Júlio César Durgo Sothe, o “Montanha”.

Em sua fala, Elisa disse que tinha esperança de que o relacionamento pudesse mudar, apesar de afirmar que houve episódios em que ela e a filha foram agredidas por ele.

“Ele sempre teve muita raiva dentro dele, raiva da minha família, da minha filha, do meu pai. Depois do boletim de ocorrência que fiz contra ele, ele chegou a ameaçar que meu pai seria o próximo em um caixão. Ele agredia minha filha, puxava o cabelo, batia a cabeça dela no vidro do carro” relatou.

A ré sustentou, porém, que nunca quis a morte do marido. “Não matei, nunca, jamais. Não sei quem matou ele”, declarou.

Ela admitiu, no entanto, que pediu a Júlio César para “dar um susto” em Edinei, mas afirmou ter se arrependido.

“Depois pedi para ele parar, mas aí começaram as ameaças e extorsões. Ele disse que uma facção criminosa mataria minha família” afirmou.

Elisa também relatou que não ficou com os bens da empresa do marido e que vivia sob controle financeiro dele.

“Todo dia de pagamento ele me levava no banco, eu sacava e entregava tudo para ele. Ele se dizia o homem da casa e que mulher não tinha que ter dinheiro próprio” disse.

Em outro trecho, reforçou os sentimentos pelo companheiro. “Eu amava ele, sempre tinha o pensamento que ele ia mudar. Era pai dos meus filhos, meu primeiro namorado e marido. Queria viver com ele eternamente”.

Contexto do caso


De acordo com a denúncia do Ministério Público, Elisa teria planejado o assassinato para se livrar do marido, manter um relacionamento extraconjugal com Júlio César e assumir os bens e a empresa da vítima.

O crime ocorreu em 22 de fevereiro de 2024, em Vidal Ramos, após Edinei ser atraído para um falso orçamento de lápide. Ele foi rendido, agredido e enterrado em uma cova preparada dias antes. O corpo foi encontrado apenas em junho, em avançado estado de decomposição.

Sete pessoas foram denunciadas pelo homicídio. No primeiro júri, realizado em junho, três réus foram condenados a mais de 26 anos de prisão: Júlio César Durgo Sothe, Robson de Amorim, o “Grilo”, e Kaue Hans Becker.

Agora, o Tribunal do Júri julga Elisa Zierke dos Passos, Patrick William Schlichting, conhecido como “Russo”, e Jean Carlos Hang. O sétimo acusado, Jeferson Alves, o “Cuky”, aguarda recurso.

*Colaboração: Sophia Ribeiro

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