Nova Brasília e Santa Luzia sofrem com falta de médicos nas Unidades de Saúde

Moradores são encaminhados para unidades vizinhas e em caso de urgência para a Policlínica e para o Hospital Azambuja

Nova Brasília e Santa Luzia sofrem com falta de médicos nas Unidades de Saúde

Moradores são encaminhados para unidades vizinhas e em caso de urgência para a Policlínica e para o Hospital Azambuja

Os moradores dos bairros Nova Brasília e Santa Luzia estão sofrendo com a falta de atendimento médico nas unidades de saúde. Há pelo menos duas semanas, as unidades fazem o atendimento básico com as enfermeiras e tem recebido apoio de outras unidades e da Policlínica Central para casos mais urgentes. O prefeito Paulo Eccel reconhece a carência de profissionais e revela que há dificuldades na contratação de médicos para o sistema público. O diretor geral da secretaria de saúde, Luis Fernando Sanni, garante que até o início de julho dois novos médicos serão contratados para esses bairros.

A denúncia partiu do bairro Nova Brasília. Uma moradora reclamou que a unidade de saúde local estava sem atendimento médico desde abril. A Secretaria de Saúde confirmou a falta de profissional, mas afirma que somente há duas semanas surgiu o problema. “Aquela unidade está sem atendimento médico mesmo, mas temos o apoio da Policlínica. A atenção básica pode ser feita pelas enfermeiras que avaliam a situação e, caso precise, encaminham pra outra unidade próxima ou para a policlínica”, explica Sanni.

A Unidade de Saúde do bairro Santa Luzia, segundo Sanni, está sem médico desde o início de maio e também encaminha os casos mais urgentes para unidades próximas. A enfermeira Teresinha Cardoso de Fraga, que atende na unidade, acredita que o problema não é tão grande quanto parece. “Até agora ninguém ficou sem atendimento. Em cerca de 90% dos casos, o enfermeiro atende a necessidade da população. Mesmo com médico, a primeira consulta de uma gestação, um preventivo ou um encaminhamento é o enfermeiro quem faz”. Teresinha destaca que uma vez por semana uma médica vai até a unidade para emitr as receitas controladas. 

Para a enfermeira, o motivo mais evidente para a falta de médicos é a distância do bairro. “A maioria dos médicos vem de Itajaí ou Balneário Camboriú, e eles querem lugares pertos porque já fazem um deslocamento grande vindo até Brusque”, presume. Jurandina Borges Pereira, 56 anos, é diabética e frequenta a unidade de saúde semanalmente, mas nunca teve problema. “Sempre fui bem atendida, mas reconheço que eles não vêm trabalhar pra ganhar pouco. Eles têm consultórios e trabalham por conta própria pra ganhar mais. Eles têm que ser valorizados”. A enfermeira Teresinha ainda alega que não recebe muitas reclamações. “O pessoal não reclama da falta de atendimento, eles se queixam do deslocamento, de ter que ir pra outra unidade”, conta.
Novos médicos serão contratados até julho
O prefeito Paulo Eccel avalia que a falta de profissionais é causada pelo baixo interesse dos médicos. “Tem duas unidades sem médicos, e quatro unidades com médicos fazendo somente 20 horas. Não é porque não queremos contratar, é porque nós não achamos médicos”, justifica. Para ele, a falta de profissionais é um problema maior e que não tem uma solução fácil. “Os 14 municípios da Ammvi sofrem com problema de falta de profissionais. Estamos vivendo agora em Brusque a pior fase em termos de contratação de médicos. Se está assim aqui, imagina no Piauí, ou no Oeste de Santa Catarina”, compara. 

O diretor Sanni garante que já está providenciada a contratação de novos médicos e, a partir de julho, as duas unidades terão o atendimento normalizado. “Dia 1º de julho começa a cobertura médica nesses bairros”, afirma. Cada unidade terá um médico atendendo durante 40 horas semanais. Enquanto isso, as unidades continuam com o atendimento encaminhado provisoriamente para outras unidades e casos de urgência na policlínica. 
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