Número de obras em andamento em Brusque registra queda em relação a 2015

De acordo com o pesquisa, são 46 prédios, 43 prédios geminados, 35 casas e 11 galpões em andamento

Número de obras em andamento em Brusque registra queda em relação a 2015

De acordo com o pesquisa, são 46 prédios, 43 prédios geminados, 35 casas e 11 galpões em andamento

Levantamento realizado pelo Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção e do Mobiliário (Sintricomb) em março mostra que há 135 obras em andamento em Brusque, levando-se em consideração apenas construções com mais de dois andares.

O número está abaixo do que o registrado no mesmo período de 2015, quando o município tinha 153 obras em andamento, no entanto, já mostra um crescimento se comparado com o levantamento realizado em fevereiro deste ano, quando foram contabilizadas 122 obras.

A pesquisa também detalha os tipos de construções em andamento no município. De acordo com o sindicato, são 46 prédios, 43 prédios geminados, 35 casas e 11 galpões. Já em 2015 eram 72 prédios, 55 prédios geminados, 38 casas e 17 galpões.

As localidades com maior número de construções em andamento são o Centro e o Loteamento Jardim das Bromélias, no bairro Rio Branco. Já a área com o menor número de construções é o Jardim Maluche.
19-05-16 Quinta Luis.inddO presidente do Sintricomb, Izaias Otaviano, afirma que o setor da construção civil passa por um período de desaceleração. “Realmente houve uma desaceleração no começo do ano, tivemos uma redução no número de obras, mas agora está começando a se estabilizar”, diz.

De acordo com ele, a estabilidade do mercado pode ser comprovada pelo número de rescisões realizadas pelo sindicato nos primeiros meses do ano. “Fazemos o levantamento das demissões todos os meses. Tivemos 170 neste ano e no mesmo período do ano passado foram 190. Usamos esses dados como parâmetro para medir o mercado”.

O presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil (Sinduscon), Fernando José de Oliveira, destaca que a região de Brusque é diferenciada das demais regiões do país, por isso, começou a sentir os efeitos da crise há pouco tempo. “A crise não tinha nos afetado tanto, agora afetou. Percebemos que as construções pararam a partir de outubro do ano passado e as obras estão em um ritmo mais lento. Sei de obras que foram aprovadas na prefeitura, que tinham seus lançamentos programados para este ano e que ainda não iniciaram devido à incerteza econômica”.

Segundo ele, os reflexos da crise ainda devem ser sentidos. “Os empresários não estão conseguindo concluir as obras em andamento, e também não estão lançando novos empreendimentos o que, em breve, deve resultar em mais demissões e desemprego no setor”.

Entretanto, o presidente do sindicato patronal espera que com as mudanças no governo federal, o mercado volte a aquecer. “Esperamos que o novo presidente [Michel Temer] dê credibilidade para se investir. Era isso que faltava para os empresários. Se não conseguiam acreditar no mercado, não tinham como fazer novos investimentos. Acredito que agora o pessoal resolva iniciar, devagar, seus investimentos”.

A projeção de Oliveira é que a partir do segundo semestre o cenário da construção civil se recupere no município. Para ele, o setor é um dos mais fortes no Brasil e, quando vai mal, prejudica muito a economia do país. “A construção civil movimenta muito a economia do país, principalmente na questão da mão de obra. É a mola mestra para qualquer economia, então quando se movimenta, todos faturam. Quando a construção civil para, aí é sinal de que chegamos no fundo do poço, é o último estágio”.

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Tamanho das construções deve ser avaliado

O diretor-presidente do Instituto Brusquense de Planejamento (Ibplan), Juliano Montibeller, órgão da Prefeitura de Brusque responsável por fornecer os alvarás de construção, afirma que percebeu uma redução nos pedidos de autorização para novas construções no município nos primeiros meses do ano. “Em fevereiro e março concedemos 45 autorizações cada mês, em abril foram 44 alvarás. Nos anos anteriores era uma média de 50 a 55 pedidos concedidos”, afirma.

No entanto, ele destaca que não é apenas o número de pedidos de alvarás que devem ser levados em conta no momento de analisar o mercado da construção civil, mas também o tamanho da obra. “Em fevereiro concedemos 45 alvarás, o que totalizou 24 mil metros quadrados de obras. Em março, liberamos os mesmos 45 alvarás, mas juntos eles somaram apenas 12 mil metros quadrados”, exemplifica.

“Não é o número de alvarás que se deve levar em conta, mas se caiu a metragem dos projetos. Em fevereiro, por exemplo, se o metro quadrado vale R$ 1 mil, tivemos R$ 20 milhões em obra. Já em março, tivemos só R$ 12 milhões aplicados no município. Esse é um ponto importante para se pensar”, completa.

Em 2016 já foram liberados 143 alvarás de construção pelo órgão. Já os pedidos de novas construções liberadas pelo Ibplan nos quatro primeiros meses do ano totalizaram 53.994,56 m².

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