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“O Comusa não é joguete, não é brincadeira”, diz novo presidente do conselho

Júlio Gevaerd foi eleito o novo presidente do Conselho Municipal de Saúde

“O Comusa não é joguete, não é brincadeira”, diz novo presidente do conselho

Júlio Gevaerd foi eleito o novo presidente do Conselho Municipal de Saúde

Júlio Atanásio Gevaerd, presidente do Sindicato dos Comerciários de Brusque (SEC Brusque), foi eleito o novo presidente do Conselho Municipal de Saúde (Comusa) na quarta-feira, 22. Indicado para integrar o Comusa pelo Fórum de Entidades Sindicais de Brusque, ele adota um discurso forte com relação à saúde no município.

O Comusa é um dos conselhos mais importantes e com mais poder dentro da estrutura municipal. Passam por ele uma série de ações da Secretaria de Saúde, e o conselho tem poder de veto.

Gevaerd já foi vice-presidente do Comusa e suplente do Conselho Nacional de Saúde, e atualmente é filiado ao PMDB, segundo o site do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Com anos de familiaridade com a área, o sindicalista diz que o conselho terá forte atuação no seu mandato de dois anos.

Diagnóstico da saúde
“A saúde passa por um momento difícil. Com a redução da arrecadação, consequentemente aumenta o nível do percentual de investimento. Mas isso não justifica [piora], porque a fila de pagamento é que está consumindo praticamente metade do dinheiro para a saúde. O primeiro passo, antes de cortar exames ou reduzir cirurgias eletivas, é a diminuição da mão de obra possível de retirar. Não é justo manter o status quo da sua administração em detrimento da saúde de outrem.

Não é justo manter o status quo da sua administração em detrimento da saúde de outrem

Tudo começa com a dificuldade que se tem na renovação dos contratos com os hospitais. Um grande problema surgiu com a matéria do jornal O Município [sobre médicos que batem ponto, mas não atendem], que publicou com todo o direito. Mas que houve informação não correta da Secretaria de Saúde, que veio informar depois que havia médicos que trocam o ponto por serviços para o SUS. Quem saiu prejudicada foi a população, porque os dois médicos que faziam endoscopia não farão mais”.

Comunidade
“Já está criado por decreto que cada Unidade Básica de Saúde tenha um braço e um olho do Comusa. Serão eleitos quatro usuários pela comunidade, tem que ser usuários, não pode ser quem já trabalha na saúde. Juntamente com dois servidores da unidade se reunirão mensalmente. Mas diariamente os quatro estarão de olho na comunidade, e a cada reunião informa a situação. Isso deve auxiliar muito na fiscalização.

A pretensão é fazer em todas. Se conseguirmos, eliminaremos muitos problemas. O que existe é que aqueles que trabalham nas unidades têm a autonomia pressuposta de que quem manda é a chefe.

O Comusa não é subalterno nem à Secretaria de Saúde nem acima

O conselho não é um joguete, não é uma brincadeira, é baseado na Constituição Federal. O Tribunal de Contas da União tem intensos trabalhos voltados para os conselhos municipais. Esse conselho tem direito de propor novas atitudes, dosar aplicações e negar algumas pretensões. E elogiar evidentemente.

O Comusa não é subalterno à Secretaria de Saúde e nem está acima dela, ele é paralelo à secretaria. Quando os conselheiros se conscientizarem que a sua participação pode modificar todo o sistema, poderemos melhorar. Solucionar é difícil, mas é possível chegar no satisfatório.

Queremos tocar o conselho com respeito, ser respeitado e fiscalizar atentamente as atividades da Secretaria de Saúde. E exigir que tudo o que a secretaria faça tenha a ciência do conselho. Trata-se de dinheiro público, não é verba política”.

Negociação com Hospital Azambuja
“O Comusa tem que participar da negociação, compete ao conselho fiscalizar tudo, inclusive o convênio com o Azambuja. Há que se dizer que se esse convênio não for feito, não quer dizer que o Azambuja não vá atender via SUS. Esse convênio refere-se à porta de entrada da urgência e emergência, essa é a questão precípua.

Onde vamos achar dinheiro? Bom, o secretário que trate de verificar onde pode cortar

Vamos nos empenhar. Onde vamos achar dinheiro? Bom, o secretário que trate de verificar onde pode cortar. Não na saúde, mas naqueles que supostamente exercem a saúde. Não vejo outra saída enquanto perdurar a falta de recursos”.

UPA 24 horas
“O governo federal não vai obrigar a absolutamente coisa nenhuma. Compete ao município. O Comusa já decidiu que devolve-se o valor do Ministério da Saúde para a construção ou o governo federal fica com o prédio.

Foi plantado na cabeça das pessoas que a UPA resolveria muitos problemas como o Azambuja. A UPA como foi criada nada mais é que um centro de reciclagem. Só entra quem chega de ambulância do Samu, não dos bombeiros. A pessoa é levada pelo Samu, o médico especialista atende e haverá quatro leitos.

Não tem como Brusque ter uma UPA

Não tem como Brusque ter uma UPA. Para mantê-la, são necessários mais de R$ 1 milhão. Se não se tem R$ 10 mil para comprar Aspirina, vai ter R$ 1 milhão da onde? É fora de propósito.

O Ministério da Saúde não pode determinar, não existe isso. O Comusa está aqui para isso. O que acontece são os projetos políticos de cada um querer deixar a sua marca”.

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