Rosemari Glatz

Professora da Unifebe

O que a escola dá ao povo, nunca lhe poderá ser tirado

Rosemari Glatz

Professora da Unifebe

O que a escola dá ao povo, nunca lhe poderá ser tirado

O que a escola dá ao povo, nunca lhe poderá ser tirado

Rosemari Glatz

Um dos melhores presentes que se pode dar à um povo é educação de qualidade, e no dia em que comemoramos o aniversário de Brusque, dedico esta coluna para a questão da educação – um dos principais pilares da sociedade.

Quando, em 1860, os primeiros imigrantes alemães chegaram na Colônia Brusque tiveram que enfrentar trabalho árduo e penoso. Um grande número de imigrantes não era agricultor – exerciam profissões urbanas – mas todos eram igualmente denominados “colonos” pois vieram para “colonizar” um território. E, independentemente de ser na área agrícola ou na Stadplatz, desde os primeiros anos uma das preocupações básicas dos imigrantes foi a questão da educação das crianças.

A solução do problema educacional
A família, a escola e a igreja se complementam e constituem os principais pilares da sociedade. Infelizmente, nos primórdios da colonização no Sul do Brasil, raramente o Governo se preocupava com a questão da educação – tão importante para os imigrantes europeus, que já tinham aprendido em seu país de origem sobre a força da educação para o desenvolvimento de uma sociedade. Assim, a iniciativa para ministrar aulas foi assumida pelos próprios colonizadores e quase sempre partia de pessoas mais esclarecidas.

De igual modo aconteceu na Colônia Brusque, onde os imigrantes contaram com a orientação de uma figura especial: o Pastor Henrique Sandreczki, que tomou para si a solução do problema educacional e, no dia 20 de abril de 1872, ministrou as primeiras aulas numa das salas de sua moradia, no alto da colina hoje ocupada pelos diversos edifícios do Colégio Cônsul Carlos Renaux.

A Sociedade Escolar Evangélica
Partindo da iniciativa particular do Pastor Sandreczki, o ensino foi se consolidando e, em 1886, foi fundada a Sociedade Escolar Evangélica – atual Fundação Educacional Evangélica – com a finalidade de preservar o educandário e assegurar às crianças a indispensável educação, inclusive o ensino religioso. O documento de fundação da Sociedade Escolar Evangélica foi redigido por Carlos Renaux (o Cônsul) e, dentre os que o assinaram, encontramos o nome de vários pioneiros brusquenses.

A primeira diretoria foi composta por Eduard Von Buettner (vice-presidente); Adolph Bruns (Tesoureiro); Ernest Ulber (2º Tesoureiro); Carl Renaux (1º Secretário), e o Pastor Sandreczki foi confirmado na Presidência. A escola se manteve como modesta escola primária até o ano de 1926, quando foi assumida pelo professor Henrich Barkmann, que lhe deu excepcional impulso nos oito anos seguintes.

A Escola Evangélica Alberto Torres
Em 1938, na época da nacionalização, o educandário ainda conservava seu caráter de escola primária e sua sobrevivência estaria em jogo se não fosse rapidamente enquadrado nos moldes dos estabelecimentos de ensino oficiais. Em junho daquele ano, o professor Arno Ristow – a quem Brusque deve eterna gratidão – assumiu a direção da escola e agiu na reformulação dos estatutos sociais da entidade mantenedora. Deu certo e, em 14 de outubro de 1938, o Diário Oficial do Estado de Santa Catarina publicava o despacho autorizando o registro da escola, que passou a ser designada “Escola Evangélica Alberto Torres”.

O Colégio Cônsul Carlos Renaux
Passados 91 anos desde que o Pastor Sandreczki ministrou a primeira aula, o Decreto nº 1.169, de 1963, concedeu ao educandário a licença para o funcionamento do Curso Colegial Científico, inaugurado em 5 de março de 1964. A partir de então, a escola passou a chamar-se oficialmente Colégio Cônsul Carlos Renaux.

Fonte: Colégio Consul Carlos Renaux. Cem anos dedicado à educação e ao ensino: 1872-1972.

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