Obra do IFC de Brusque vai atrasar e ficar mais cara

Mudanças em alguns ambientes motivaram adiamento da inauguração do prédio

  • Por Redação
  • 14:46
  • Atualizado às 10:45

Obra do IFC de Brusque vai atrasar e ficar mais cara

Mudanças em alguns ambientes motivaram adiamento da inauguração do prédio

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Previsto para ser entregue à comunidade até outubro deste ano, o novo campus do Instituto Federal Catarinense (IFC) de Brusque só ficará pronto em 2017, sem uma data específica definida. O novo atraso deve-se a mudanças no projeto de engenharia de algumas partes dos prédios.

A obra do IFC se arrasta desde 2013, quando foi interrompida por causa de divergências entre a instituição e a empresa contratada. Desde então, houve muito vaivém, com disputa judicial. Desde 2015, a obra foi retomada e avança sem interrupções, com algum atraso por causa da chuva.

No entanto, Hélio Gomes, diretor do IFC, afirma que foram solicitadas alterações no projeto de engenharia. Após reunião com os professores, a diretoria decidiu que é necessário modificar a planta dos laboratórios de química e de informática.

As alterações são de “detalhes”, como uma porta trocada de lugar, janelas e outros acabamentos. Segundo o diretor, não serão feitas mudanças estruturais nos prédios, que causariam maiores custos e mais demora.

Aditivo de R$ 500 mil

Embora não sejam grandes, as mudanças no projeto de engenharia irão causar atraso na entrega da obra e o seu consequente encarecimento. No início do ano, a previsão de entrega do novo campus era para outubro de 2016. Agora, passou para 2017. O diretor do IFC diz que não existe uma data definida ainda.

O atraso na obra é devido à questão burocrática e técnica. Para fazer as alterações, os operários precisarão de mais tempo. Mas, além disso, a empresa que executa a obra também terá de fazer um pedido de aditivo ao IFC. Somente com o aval por escrito é que poderá tocar os trabalhos conforme o pedido.

O aditivo significa mais tempo e mais dinheiro. Segundo Gomes, o custo estimado para as novas alterações é de R$ 500 mil, porém, o valor ainda será ratificado oficialmente no aditivo de contrato e pode variar. A obra estava orçada em R$ 10 milhões inicialmente.

O diretor afirma que é um valor relativamente baixo e que as alterações são benéficas. “São coisas que vimos em projetos de outros campi pelo estado, que não ficou bom, e já vamos arrumar”, afirma Gomes.

Impacto no Ensino Médio

Após a inauguração do instituto, ainda será preciso licitar a compra dos móveis e outros materiais. Com tudo isto, o IFC terá de solicitar as licenças na prefeitura e no Corpo de Bombeiros. O caminho até o funcionamento pleno da instituição no município deve durar mais alguns meses.

O atraso na obra prejudica diretamente o Ensino Médio no IFC de Brusque em 2017. As aulas deveriam ocorrer já na sede própria, porém, não será possível, informa Gomes. Por isso, a reitoria já está locando um outro imóvel, onde funcionarão provisoriamente as aulas.


Crise no governo federal poderá ter reflexos em Brusque

O governo federal já divulgou estimativa de que o rombo no orçamento para 2017 deverá ser de R$ 55 bilhões. A equipe econômica tem trabalhado para cortar gastos onde é possível, para tentar “fechar o buraco”.

Uma das áreas que viu o seu orçamento anual encolher foi a Educação e isto tem impacto direto na rede federal de ensino, a qual o IFC pertence. O dinheiro para a manutenção da rede será R$ 1,6 bilhão a menos do que o ideal, de acordo com nota do Conselho Nacional das Instituições da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica (Conif).

Segundo o Conif, será necessário R$ 3,7 bilhões para custear a rede federal em 2017, mas o governo só quer liberar R$ 2,1 bilhões. O conselho ressalta que desde 2012 duplicou o número de alunos e aumentou em um terço a quantidade de campi pelo país. O recurso para 2017, contudo, será menor do que o de 2012, levando em conta a inflação.

“Considerando todo o esforço feito desde 2014, seguramente, as instituições da rede federal chegaram ao limite de ajustes”, diz em nota o Conif. “Assim, em diálogo com o governo federal, o Conif trabalha fortemente para reverter essa situação e, caso prevaleça a atual previsão orçamentária, os dois Centros Federais de Educação Tecnológica (Cefets), o Colégio Pedro II e os 38 Institutos Federais terão sérias dificuldades para garantir a oferta de vagas em 2017 e chegar ao fim do próximo ano em atividade”, completa.

Apesar do cenário, Gomes diz que o dinheiro para terminar a obra do IFC no municípios já está “empenhado”, em outras palavras, está garantido. Ele também afirma que o montante para a compra de móveis também está assegurado.

O dinheiro para a obra já estava garantido para 2016. Ainda assim, como o Município Dia a Dia noticiou no começo do ano, houve atrasos em alguns repasses por parte do governo federal. Segundo Gomes, atualmente os recursos têm chegado duas vezes ao mês, mas de forma oscilante.

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