Obras de enrocamento do rio Itajaí-Mirim geram dúvidas

Moradores questionam uso de pedras nas obras que devem iniciar na segunda-feira, 18; secretário de Obras garante que a técnica é segura

Obras de enrocamento do rio Itajaí-Mirim geram dúvidas

Moradores questionam uso de pedras nas obras que devem iniciar na segunda-feira, 18; secretário de Obras garante que a técnica é segura

Se o tempo colaborar, começam na segunda-feira, 18, as obras de enrocamento das margens do rio Itajaí-Mirim, no bairro Guarani. Porém, secretaria de Obras e a comunidade dos bairros envolvidos não entraram em acordo sobre a obra.

Na noite de quarta-feira, 13, a secretaria de Obras realizou uma audiência pública com os moradores dos bairros Guarani, Jardim Maluche, Souza Cruz e Rio Branco para tirar as dúvidas sobre o projeto, porém, a comunidade ainda não está satisfeita.

“Queremos uma nova audiência pública. A que foi realizada teve problema nos equipamentos e não conseguiram apresentar todo o projeto, e nem nós conseguimos apresentar o nosso medo com a obra”, diz o presidente da Associação de Moradores do bairro Guarani, Marcos Carturani.

A obra, que inicia na ponte do Maluche e segue até o ponto conhecido como curva da garapeira, será feita com pedras como proteção contra a erosão provocada pelo movimento de subida e descida do nível das águas do rio. Para os moradores, o enrocamento com pedras não é seguro o suficiente. “Mandamos um documento para a prefeitura solicitando dois orçamentos diferentes, um enrocamento com placas de cimento e outro de concreto armado. Somos contrários a colocação de pedras porque é muito alto do leito do rio até em cima, as pedras não vão aguentar, já temos exemplo do outro lado do rio, no Maluche, onde tem pedras caídas. Acreditamos que é um trabalho que terá de ser feito duas vezes”, diz.

Carturani afirma que a comunidade quer que a obra aconteça, porém, gostaria de analisar os projetos com as demais técnicas. “Queremos que a obra saia, porque a pista está cedendo, mas queremos que ela saia de acordo com o que manda o estudo técnico deles, se eles garantirem que não vai desabar, podem começar a obra, mas primeiro tem que apresentar os outros estudos técnicos para termos certeza do que está sendo feito”.

 

Obra será feita com pedras

O secretário de Obras de Brusque, Gilmar Vilamoski, afirma que o enrocamento, que tem recursos da Defesa Civil Nacional, será feito com pedras, e que uma nova audiência pública não vai acontecer porque as obras iniciam na segunda-feira. “Já falei para o presidente que não vai haver nova audiência pública. O projeto está a disposição deles, como o de qualquer obra pública, eles podem pegar o projeto e analisar”.

De acordo com ele, os orçamentos dos outros dois projetos pedidos pela comunidade foram feitos, mas as técnicas vão muito além dos recursos disponíveis. “Fizemos os orçamentos, mas ficou muito além de nossas possibilidades financeiras, por isso, optamos pelas pedras, que são muito eficientes”.

Ele afirma que o projeto será executado da maneira como foi projetado pelos engenheiros. “Eles projetaram de tal maneira que vai resistir ao esforço que vai ser exigido no local. Não tem motivo para preocupação”.
Vilamoski destaca a importância da obra para o bairro. “O Guarani é o primeiro bairro de Brusque a ser inundado em caso de enchente devido a sua topografia que é baixa. Os moradores podem ficar cientes de que não vai haver diminuição, pelo contrário, vai haver um aumento da calha do rio. Tem-se a sensação de grande volume, mas a calha do rio será preservada e alargada mais do que é hoje”.

O prazo para a conclusão das obras no local é de seis meses.

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