Oi é a campeã de reclamações no Procon de Brusque

Lista com dados do segundo semestre de 2014 mostra que a empresa de telefonia foi a responsável pelo registro de 1.079 CIPs no município

Oi é a campeã de reclamações no Procon de Brusque

Lista com dados do segundo semestre de 2014 mostra que a empresa de telefonia foi a responsável pelo registro de 1.079 CIPs no município

Mais uma vez, o setor de telefonia ocupa o topo do ranking de reclamações no Procon de Brusque. A lista foi divulgada esta semana com os dados de julho a dezembro de 2014, e mostra que 44,68% das reclamações realizadas no segundo semestre no município foram contra as empresas de telefonia.

De acordo com o diretor do Procon, Luis Carlos Schlindwein, a empresa Oi é a campeã de reclamações no órgão. De julho a dezembro, somente a operadora teve registradas 1.079 Cartas de Informações Preliminares (CIPs) – procedimento preliminar ao processo administrativo, no qual a intermediação para a solução do conflito é feita através de uma correspondência enviada ao fornecedor.

“No mês de julho registramos um dos maiores índices de reclamação contra a Oi, foram 272 CIPs geradas. Foi o período após aquela paralisação, e também após as medidas adotadas pelo Procon Estadual. Depois disso, as reclamações começaram a cair, mas ainda assim, são em um número muito maior do que o registrado pelas demais operadoras”, diz.

Entre as principais reclamações contra a Oi estão a venda casada de serviços de internet e telefonia, prazo de reparo longo, cobrança indevida e troca de plano sem solicitação. “Esses são as principais reclamações contra a empresa. Oferecem a venda casada com uma oferta, e no mês seguinte, a fatura vem com um valor diferente do combinado. O prazo de reparo também é um problema. A empresa promete o conserto em um dia, não faz, e o consumidor precisa vir até o Procon para poder resolver”, avalia.

Além da Oi, o Procon de Brusque também tem enfrentado problemas com a Claro. No segundo semestre do ano passado, o órgão registrou 187 CIPs contra a operadora. “Tivemos muitas reclamações porque eles estão enviando modem de internet aos clientes sem solicitação, e no mês seguinte fazem a cobrança. Alguns consumidores até pagam com medo de ficarem negativados, e outros recorrem ao Procon para resolver o problema”, diz.

As operadoras Tim e Vivo também tiveram registro de CIPs no segundo semestre de 2014, no entanto, em número bem abaixo da Oi: 71 e 81 respectivamente. “A principal reclamação dessas operadoras é de cobrança indevida, mas os números nem se comparam com os registros da Oi”.
Medidas

Para tentar minimizar os problemas enfrentados pelos clientes da Oi, o Procon adotou algumas medidas. “Estamos com um atendimento semanal com uma representante da Oi para as demandas de maior urgência aqui no Procon de Brusque”, diz.

A partir deste ano, o órgão terá uma pauta fixa de audiência com representantes da operadora toda semana. “Antes tínhamos uma pauta solta, então vinha um advogado contratado pela Oi para a audiência, e as demandas não eram resolvidas. Agora, toda quinta-feira temos audiências somente com a Oi com a participação de um representante direto da operadora, com isso, conseguimos resolver as situações com mais rapidez”, avalia.
Outros setores

No segundo lugar do ranking de reclamações do segundo semestre de 2014 estão as lojas, com 7,09% dos registros em CIPs; seguido dos bancos, com 4,75%; TV por assinatura, com 3,75% e provedor de internet, com 2,74%.

Os bancos, que em anos anteriores lideravam o ranking, agora registram uma queda no número de reclamações no Procon. Schlindwein afirma que a concorrência entre as agências faz com que eles prestem um atendimento com maior qualidade. “Devido a concorrência, os bancos querem cativar o cliente, e com isso, prestam um atendimento melhor. Com isso, vemos a diminuição no número de reclamações. Em 2013, as CIPs registradas contra agências bancárias foram 7,98% e em 2014 foi apenas 4,75%”.

O mesmo aconteceu com as financeiras, que no segundo semestre de 2013 lideraram o ranking de reclamações, e na lista de 2014 aparecem somente na sexta posição. “A diminuição do número de reclamações contra financeiras se deve ao Sistema Nacional de Informações de Defesa do Consumidor (Sindec), com isso, se tem maior controle do número de atendimentos, e as empresas não querem que seus nomes façam parte das listas de reclamações, por isso tivemos essa queda primordial de reclamações contra financeiras, o sistema nacional tem surtido efeito”, avalia.
Recomendações

Schlindwein destaca ainda alguns hábitos que o consumidor precisa incorporar para evitar problemas na hora da compra. “Os consumidores precisam de cercar do maior número de informações possível sobre sua compra, é importante ter acesso a documentos, nota fiscal, cópia dos contratos. É uma obrigação do fornecedor a nota fiscal, mas muitas vezes, o consumidor não exige que isso se cumpra, e depois ele que sofre as consequências. É importante não sair da loja sem a nota fiscal, porque senão o tempo para a resolução do problema é muito maior”, orienta.

>> Veja o ranking de reclamações na edição impressa do jornal Município Dia a Dia desta quarta-feira, 28

 

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