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Sérgio Sebold

Economista e professor independente - sergiosebold@omunicipio.com.br

Onde estão as crianças que não se matricularam?

Sérgio Sebold

Economista e professor independente - sergiosebold@omunicipio.com.br

Onde estão as crianças que não se matricularam?

Sérgio Sebold

Há poucos dias foram divulgados dados estatísticos pelo Inep sobre a situação do ensino no Brasil, número de matriculados no ano de 2017. Por este censo avalia-se quantos alunos “desaparecem” por evasão escolar. Estes indicadores são fornecidos por todas as escolas públicas e privadas do país, pela quantidade de matrículas oferecidas e preenchidas. De acordo com o levantamento, houve uma queda do número de matrículas no ensino fundamental e no ensino médio. Estamos passando o mesmo estágio dos países europeus, escolas e mais escolas estão sendo fechadas por falta de crianças.

Várias interrogações ficam no ar com estes resultados. Uma delas que os pais estão buscando nas escolas particulares um lugar mais seguro para seus filhos principalmente pela deterioração dos valores morais que o MEC está impondo através da “ideologia de gênero”, em desrespeito frontal às leis emanadas pelo Congresso sobre esta temática. Também pela má qualidade tanto em metodologia como nas próprias condições físicas oferecidas, (carteiras, equipamentos, sanitários, abandono, etc.), ou seja, sucateamento do ensino público. Não adianta a grande mídia (todos sabem quem são), mostrar algumas escolas de excelência, – para fins políticos – que não representa um pico no universo estatístico. Com a universalização da Internet mentiras não vão muito longe.

Entretanto, se for verdade a migração para escolas particulares estaria em contradição com a alta taxa de desemprego. Quem está em desemprego não pode pagar escola. E agora?
Vamos complicar. No ensino médio também houve redução de matrículas. Pode ser já consequência da redução no ensino fundamental, ou mais razoável, que os pais induzem os filhos a trabalharem mais cedo, abandonando a escola para melhorar o orçamento da família, pelo dramático desemprego no país. Embora tenhamos um país generoso de recursos abundantes, temos uma nova variável, a imigração (pela miséria e fome) dos países como Haiti, Venezuela, Angola e mesmo países do oriente médio assolados por guerras tribais e religiosas. Se considerarmos este contingente, a procura dos nativos por vagas nas escolas é ainda bem menor.

Voltamos ao ponto inicial, redução das matriculas iniciais no ensino fundamental. Se lembrarmos das estatísticas do índice de fecundidade feminina que caiu – de dez anos para cá – para 1,69 filhos por mulher, tecnicamente não repõe as gerações, simplesmente porque nossas “evas” não querem mais filhos, mas um “poodle”; em breve o MEC, vai ter que criar condições de “matrículas” para os cãezinhos, para ocupar as salas de aula vazias. Assola-nos um pensamento terrível: Quantos filhos deixaram de ocupar estas carteiras vazias das escolas, porque os pais preferiram o aborto? Talvez milhões!

Para aqueles que creem em Deus, haverá uma conta eterna para pagar no “outro lado do paraíso”.

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