Há mais de um século, o médico americano Andrew Still estabeleceu uma linha de pensamento: as doenças, muitas vezes, estão ligadas às disfunções e ao mau funcionamento do corpo. Portanto, reestabelecer as funções e o bom funcionamento do organismo é ponto chave para recuperar a saúde.

Com base nisso, Still desenvolveu uma especialidade cujo modus operandi consiste em um tratamento feito exclusivamente com as mãos, por meio da manipulação de músculos, ossos e tecidos, a Osteopatia.

Consolidada na Europa, onde existem até hospitais especializados, a Osteopatia passa a se popularizar também por aqui, como um tratamento orgânico de recuperação do corpo, que também identifica e previne doenças.

“Como diriam os antigos: é como tirar com a mão”, relata um dos pacientes da osteopata Tais Yukari Mitsuyasu, especialista que reside e atua em Brusque.

Formada pela PUC do Paraná, ela se especializou pela Escola de Osteopatia de Madrid, da Espanha, e também fez cursos nas áreas de pediatria e saúde da mulher.

Os relatos de seus pacientes são bastante semelhantes: eles entram na consulta sentindo alguma dor ou desconforto no corpo e, após o trabalho da osteopata, a causa é identificada e tratada.

Quatro leis da Osteopatia

A especialidade é regida por quatro princípios básicos. Um deles é de que a estrutura governa a função. Ou seja, o Osteopata, antes de tudo, precisa ser profundo conhecedor da anatomia humana, da sua estrutura, para saber onde agir.

Na prática, isso significa que se uma estrutura do corpo não está em ordem, a função que ela desempenha também será afetada.

Outro princípio da Osteopatia é a unidade do corpo. A osteopata explica que, ao investigar um problema no corpo de um paciente, o profissional tem que avaliá-lo de forma completa, não apenas um braço ou uma perna, ainda que o sintoma seja localizado.

É possível, ela afirma, que uma dor na coluna, por exemplo, sintoma mais comum de quem procura o osteopata, tenha como causa um problema digestivo.

O tratamento com técnicas de investigação médica por meio manipulação do corpo também leva em conta outro princípio, o da autocura.

Ele se baseia na ideia de que o corpo tem tudo o que é necessário para se curar e evitar as doenças, mas é preciso que tudo esteja em pleno funcionamento. O tratamento osteopático pretende ajudar o corpo a se curar, identificando e eliminando mecanismos nocivos, como por exemplo uma obstrução de canal vascular.

Por fim, um quarto elemento é norteador da osteopatia: a lei da artéria. Esse princípio chama a atenção para o fato de que, se as artérias não funcionarem bem, o corpo humano acumulará toxinas e, portanto, ficará doente.

O milagre do sumiço da dor

Relatos de pacientes que se consultaram com osteopata dão conta de que há uma espécie de “milagre” no tratamento: com as técnicas de manipulação, ao final da consulta a dor “some”, como num passe de mágica.

“Não tem milagre, é realmente tirar a inflamação, é anatomia e fisiologia”, afirma a osteopata.

O tratamento, explica Tais, é tão minucioso que, às vezes, a causa de uma dor intensa é qualquer pequena compressão que uma parte do corpo exerce sobre a outra, coisa de milímetros.

“Com pequenas movimentações, tirando a compressão diminui a inflamação e o corpo melhora”, explica a especialista.

Além disso, o tratamento geralmente é indolor, e há apenas algumas técnicas musculares com uma tensão maior que podem incomodar o paciente, mas não chega a doer.

Prevenção de doenças desde o berço

Apesar de pacientes procurarem a osteopata para tratamento de dores, Tais pensa na especialidade muito mais como uma forma de prevenção de doenças e manutenção da boa saúde.

A osteopata explica, por exemplo, que se o joelho estiver dolorido e a pessoa não tratá-lo, ainda assim ela continuará se abaixando no dia a dia, e esse movimento irá sobrecarregar a lombar, o quadril e outras regiões, causando, possivelmente, novos problemas de saúde.

“É preciso verificar de forma correta para ver o que está afetando o joelho e evitar sobrecarga em outras regiões”, afirma.

O tratamento osteopático, além disso, pode ser feito desde os primeiros dias de vida. Ele serve para avaliar o bom funcionamento do corpo dos bebês, os quais muitas vezes, na hora do parto, não saem do jeito correto, e por isso acabam tendo dores e não dormem bem.

As técnicas da osteopatia conseguem, portanto, colocar os sistemas do corpo da criança em ordem, retirar tensões que o afetam e gerar melhor qualidade de vida para os pequenos.

Serviço

Osteopata Tais Yukari Mitsuyasu

Rua João Schaeffer, 19 – São Luiz – Brusque – SC

Fone: (47) 3355-0230