Padre preso em Joinville acusado de abuso sexual estudou em Brusque

Marcos Roberto Ferreira, 36 anos, concluiu o curso de Filosofia em 2011

Padre preso em Joinville acusado de abuso sexual estudou em Brusque

Marcos Roberto Ferreira, 36 anos, concluiu o curso de Filosofia em 2011

O padre Marcos Roberto Ferreira, 36 anos, que está preso preventivamente desde sexta-feira, 9, em Joinville, viveu em Brusque até 2011. Ele é acusado de abusar sexualmente de cinco meninos.

Há seis anos, Ferreira se formou no curso de Filosofia da Unifebe. Não há, no entanto, qualquer denúncia ou suspeita em relação ao período em que esteve no município.

As investigações contra o padre iniciaram cerca de duas semanas antes da prisão, quando os familiares de quatro crianças o denunciaram. Durante as diligências, foi identificada uma quinta vítima do crime do estupro de vulnerável, de acordo com a Polícia Civil.

As vítimas eram meninos, entre 12 a 14 anos e frequentadores da paróquia Santa Paulina, em São Francisco do Sul, e da paróquia Sagrado Coração de Jesus, de Joinville, para onde foi transferido em 20 de abril.

O caso foi descoberto quando o pai de um dos meninos recebeu um pedido de ajuda do filho, no fim de maio, pelo aplicativo WhatsApp. Nas mensagens o menino afirmava que o padre havia mexido com ele. Na ocasião, Ferreira havia levado o garoto e outros quatro para dormir no mesmo quarto que ele, durante um retiro religioso, em Joinville.

O menino se trancou no banheiro para mandar as mensagens ao pai. O homem buscou as crianças, junto com os outros pais e fez a denúncia na Delegacia de Polícia Civil.

Apesar de até o momento a polícia não ter nenhuma indicação de conjunção carnal, foi possível reunir provas que indicam outras formas de abuso que configuram o estupro de vulnerável.

A Polícia Civil ouviu as crianças que confirmaram ter sido vítimas de abusos, inclusive alguns desde 2015.

Com a prisão do sacerdote, a Diocese de Joinville afastou Ferreira das funções religiosas desde o fim de maio, quando foi denunciado pelo pai do menino. Por nota, a Diocese diz que está “à disposição das autoridades, comprometida com a busca da verdade e repudia totalmente a pedofilia”. Além disso, foi aberta uma investigação interna para apurar o caso.

Colabore com o município
Envie sua sugestão de pauta, informação ou denúncia para Redação colabore-municipio