Palestra discute soluções sustentáveis para o aumento da conta de luz

Cerca de 200 empresários participaram do evento realizado na Uniasselvi/Assevim

Palestra discute soluções sustentáveis para o aumento da conta de luz

Cerca de 200 empresários participaram do evento realizado na Uniasselvi/Assevim

Como os empresários podem diminuir os custos de energia em tempos de crise foi tema de umas das palestras de ontem à noite na Uniasselvi/Assevim. Ministrada pelo engenheiro civil e representante técnico e comercial da Solar Energy do Brasil – indústria nacional de energia solar -, Adalberto Afonso Thiel, a conferência levou cerca de 200 empresários, eletricistas e acadêmicos ao auditório da instituição.
Antes da palestra, Thiel conversou com a reportagem sobre as energias renováveis. Segundo ele, com o aumento expressivo da conta de luz e dos problemas relacionados à falta de água no abastecimento das hidrelétricas, o empresariado precisa olhar “com mais carinho” para a energia limpa e renovável.

“Com as discussões, o empresário vai saber como tem que fazer, o que tem que fazer e quanto tem que fazer em relação à energia. Porque ele já conhecerá o assunto, talvez antes mesmo do seu concorrente no mercado. Nosso objetivo é abrir o olho da classe econômica pra essa questão”, disse.

Para o engenheiro civil, a energia alternativa, seja ela fotovoltaica, eólica ou qualquer outra, é a solução para a diminuição dos custos relacionados à geração de energia. No entanto, ele afirma que, para as empresas, o processo mais rápido e viável de implantação é a energia fotovoltaica.

“Nós estamos hoje com uma recessão econômica, está faltando energia tanto que estamos pagando bandeira vermelha. Imagina quando o PIB do Brasil sair do negativo e for para o positivo, vai faltar muito mais energia. É preciso uma geração muito rápida. E outros processos de energias renováveis, como eólica e outras que são muito boas, dependem de todo um processo tanto do governo quanto de estudo ambiental. Para a fotovoltaica é mais rápido e o consumidor tem acesso direto à empresa que ele adquire”, argumenta.

Para obter retorno financeiro após a instalação dos painéis e dos sistemas da energia solar fotovoltaica, Thiel estima entre oito a dez anos. E em consequência ao tempo de garantia dos painéis – 25 a 30 anos de garantia -, explica, o empresário terá 20 anos de energia grátis. O engenheiro civil afirma também que quem procura retorno financeiro para dois anos não encontrará investindo neste tipo de geração de energia.

A palestra e as discussões, para o coordenador dos cursos de engenharia elétrica e mecânica, Marco Aurélio Tavares Barros, é uma forma de incentivar o empresariado brusquense a conhecer e a adotar as energias alternativas. Para Barros, as fontes renováveis ainda engatinham.
“Falta divulgação, é uma energia que está engatinhando. Ainda é novidade, mas é de suma importância para o Brasil”, afirma o coordenador. “Também falta incentivo do governo. Muitas vezes o empresário fica amarrado porque não tem como investir porque inviabiliza o negócio, mas a energia solar está cada vez mais eficiente. E quanto mais eficiente ela fica, mais barata vai se tornar”, completa.

Além de Adalberto Afonso Thiel, o engenheiro eletricista e engenheiro de aplicação na empresa Siemens, Laudir Hoffman, também palestrou ontem à noite. O tópico da conversa foi a eficiência energética e a distribuição e controle de energia.

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