José Francisco dos Santos

Mestre e doutor em Filosofia pela PUC/SP, é professor na Faculdade São Luiz e Unifebe, em Brusque e Faculdade Sinergia, em Navegantes/SC e funcionário do TJSC, lotado no Forum de Itajaí/SC.

Para que serve a história?

José Francisco dos Santos

Mestre e doutor em Filosofia pela PUC/SP, é professor na Faculdade São Luiz e Unifebe, em Brusque e Faculdade Sinergia, em Navegantes/SC e funcionário do TJSC, lotado no Forum de Itajaí/SC.

Para que serve a história?

José Francisco dos Santos

O século XX foi o mais desastroso da história da civilização humana. Nunca se matou tanta gente em regimes ditatoriais sanguinários quanto no século que passou. Algumas lições foram aprendidas. No Brasil, por exemplo, é crime se declarar nazista, expor suásticas, ou fazer qualquer apologia ao regime nazista, por causa das atrocidades cometidas por Hitler e seus comandados.

Já no caso do socialismo/comunismo, que dominou a União Soviética, a China, O Camboja, Cuba, Coreia de Norte e outros, a situação não é exatamente a mesma.
A apologia ao socialismo/comunismo não apenas está liberada, como está entranhada na nossa cultura e no nosso sistema educacional. Neste momento, em que Nicolás Maduro está implantando uma ditadura sanguinária – com base nesse tal bolivarianismo, ou socialismo do século XXI -, o que não falta é quem esteja defendendo suas ações desastrosas e antidemocráticas, que mergulha a Venezuela na miséria e na falta de liberdade. É o caso dos partidos de esquerda brasileiros, com PT, PSOL e PC do B, que têm, como Maduro, as mesmas bases teóricas e os mesmos objetivos práticos.

Mas se a lição da história fosse observada a contento, essa ideologia seria banida e criminalizada, com muito mais razão que o nazismo. Se analisarmos o que fizeram as ditaduras socialistas no século passado, Hitler – que matou perto de 21 milhões de pessoas -, perde o brilho. O maior matador da história é o líder comunista chinês Mao-Tsé-Tung, com 77 milhões de assassinatos. Seu colega da União Soviética, Josef Stálin, leva a medalha de prata, com 43 milhões, incluindo metade da população da Ucrânia, morta de fome pelo regime comunista. No
Camboja, Pol Pot e seu Khmer Vermelho mataram 2 milhões, o equivalente a um terço da população do país. Fidel Castro é responsável por mais de 100 mil mortes em Cuba. Maduro vem seguindo a cartilha dos mestres, com o apoio da esquerda brasileira, que, por aqui, fala tanto em democracia e direitos humanos.

Para se ter uma ideia, foi lançado em Chapecó um curso de pós-graduação em esquerdismo, que promete reunir a nata do socialismo tupiniquim, como o líder guerrilheiro João Pedro Stélide, do MST, Leonardo Boff, Dilma e outros. Quem já lecionou por lá foi José Rodrigues Mao Júnior (o nome lembra alguma coisa?), vocalista da banda punk “O Satânico Dr. Mao”, que já se chamou “Garotos Podres”. Como se diz na gíria, “o babado é mesmo punk!”

O curso pretende “resgatar” a esquerda, certamente com o objetivo de consolidar aqui o que Maduro está fazendo na Venezuela. Esse trabalho é essencialmente ideológico e educacional, passa pela luta incansável pela instalação da ideologia de gênero, pela defesa do aborto, pelo feminismo radical, pelos LGBTs, que nem percebem que estão servindo de idiotas úteis para a implantação de um regime famoso por “desaparecer” com homossexuais. Vale tudo para enfraquecer nossa tradição cultural e a família. Mas a luta armada está sempre no prelo. Talvez Stélide trate disso na sua aula.

A história é uma mestra preciosa. Suas lições são essenciais para que o presente não repita os erros grosseiros do passado e comprometa terrivelmente o futuro.

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