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Sérgio Sebold

Economista e professor independente - sergiosebold@omunicipio.com.br

Paradoxo da amizade virtual

Sérgio Sebold

Economista e professor independente - sergiosebold@omunicipio.com.br

Paradoxo da amizade virtual

Sérgio Sebold

O ser humano não foi criado para viver só. Ou seja, o homem é um ser social, à luz da antropologia, seu convívio em grupo lhe dá poder incomensurável sobre as demais espécies vivas.

O atual fenômeno tecnológico da comunicação está contaminando toda uma geração. Pode ser até um modismo passageiro, como tantos outros que já passaram; entre os jovens de gerações passadas, saia curta para as meninas, hoje tão curta que quase aparecem “os documentos”, tatuagem, piercing, barba e cabelos longos para os jovens, boné com aba virada para trás… tudo tem explicação pelo lado da psicologia: necessidade de se autoafirmar. É ruim? Não. Cada geração traz seu momento de contradição. Podemos fazer critica àqueles modismos, não. Apenas quando destrói valores ou tradições que a história consagrou.

O mais recente modismo, um desafio aos psicólogos. pedagogos e sociólogos de comportamento humano. é a tecnologia do “whatsapp”, onde o computador antes fixo dentro das casas, permite agora ser levado a qualquer lugar. Tudo com a vantagem de interconexão com um número fantástico de pessoas, para discutir, debater, divertir, comunicar… Embora se tenha uma legião de amigos virtuais, individualmente todos estão só. Este é o paradoxo do nosso tempo.

É estranho, todos parecem estar tão distante, mesmo que na mesma casa. Os pais a maioria hoje se queixam que vivem num mundo onde os filhos não mais fazem parte. Cada um no seu canto, em silêncio contido, rindo, chorando, falando, ouvindo, discutindo, sem que os pais tenham a mínima participação, que seja no momento feliz, de tristeza, de dúvidas… – Onde estão meus filhinhos que criamos com tanto carinho, agora nem mais nos reconhecem, dentro da minha casa. Ficaram verdadeiros “zumbis”, alienados… É a solidão invisível.

Diante do papel que as meninas no futuro terão que representar na sociedade em ebulição, há uma necessidade de os pais se conectarem mais do que nunca. Diante deste fenômeno, produzido pela tecnologia (nada contra), em apenas dez anos de observação, com massificação dos celulares somada com outras parafernálias da modernidade, a depressão entre adolescentes atingiu níveis suficientes para acenderem as luzes de alerta dos órgãos de saúde publica de todos os países. Nesse estudo a depressão atingiu em maior número as meninas que era de 13% em 2005, para 17% em 2014, já a taxa para os meninos foi menor de 4% foi para 6% no mesmo período. A depressão quando não diagnosticada é o primeiro passo para um futuro suicídio.

Num ambiente de alta comunicação com o mundo externo, e zero com os da família, vivemos a era do diálogo de surdos. Ninguém quer perder a mínima informação que corre o mundo. Há uma sede (loucura) pela “novidade” fútil, fugaz e não pelo conhecimento; há um receio de perder alguma conexão e chegar atrasado, virou uma corrida contra o tempo.

Sem saudosismo, nada disso existia na geração anterior e ela sobreviveu.

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