Paraenses que moram em Brusque criam alternativas para viver a cultura do estado

Restaurante de comidas típicas e reunião entre amigos são formas de lembrar do Pará

Paraenses que moram em Brusque criam alternativas para viver a cultura do estado

Restaurante de comidas típicas e reunião entre amigos são formas de lembrar do Pará

Ao som do estilo melody e com gastronomia típica do estado natal, paraenses que moram em Brusque se reúnem pelo menos uma vez por mês para conversar e resgatar sua cultura. “Matar a saudade do nosso estado”, diz Suleide dos Santos Ferreira.

Suleide é de São João de Pirabas, cidade do interior do Pará, e mora em Brusque há cerca de um ano. Ela conta que trabalha no Hospital Azambuja, junto com outros paraenses.

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“É muito difícil encontrar um local que ofereça o que a gente tinha antes, a musica paraense, a comida que a gente gosta”. Por isso, o  grupo resolveu se reunir para ter uma forma de entretenimento que seja como no Pará.

Ela diz que até vai em festas da cidade, mas que precisa desses encontros com os amigos para voltar à sua cultura.

Cerca de 20 pessoas participam dos encontros. Eles escutam e dançam músicas do gênero melody. O som é uma mistura de música eletrônica com gêneros paraenses como calypso e forró. Ouça o ritmo:

Evelyn Feio é natural de Cachoeira do Arari, no Pará. Ela está em Brusque há nove meses e  também trabalha no Hospital Azambuja.

“As músicas e os bailes são uma forma de sentir a nossa cultura, de se expressar de matar a saudade. Quando fui a uma festa no Rancho da Gamboa, chorei relembrando de uma forma geral da nossa Belém”, conta.

Ela prefere as músicas mais “marcantes”, menos agitadas, “que são mais para dançar juntinhos”. Ouça:

Evelyn diz que em Brusque não há tantas opções de lazer e que no momento está procurando cachoeiras para relembrar “as águas geladas dos igarapés”.

Comida típica

Os paraenses têm dificuldade de encontrar os ingredientes para a produção das comidas típicas e na maioria das vezes fazem churrasco. “O paraense gosta muito de farinha e aqui a gente quase não encontra”.

Suleide explica que quando surge uma oportunidade, os familiares que ainda moram no Pará enviam alguns ingredientes como farinha, dendê (um fruto), tucupi, entre outros.

Natural de Belém, o paraense Ulysses Bruno Garcia e o seu sócio Marcus Vinicius Silva, abriram o restaurante Sabor Paraense há cerca de um mês.

Ulysses mora em Brusque há oito anos e decidiu abrir o restaurante porque a demanda é muito grande. “O público paraense é bem grande. Eu montei o restaurante no bairro do Águas Claras, onde tem mais paraense”.

O cardápio contém diversas comidas típicas como vatapá, tacacá, maniçoba, salgados com temperos paraenses, entre outros. Os ingredientes vêm direto da capital Belém.

Vatapá, maniçoba e tacacá são comidas típicas paraenses servidas no restaurante | Foto: Divulgação

Ulysses considera muito importante ter um local para os paraenses se reunirem. “Representa a união dos nossos conterrâneos, conhecer pessoas que a gente não conhecia, porque como eu vim da capital, tem muita gente dos interiores que e eu vim conhecer aqui na cidade de Brusque. Querendo ou não, se torna um vínculo de amizade”.

Em busca de oportunidade

Suleide conta que veio a Brusque porque já tinha parentes aqui. Ela ficou desempregada na sua cidade natal e decidiu se mudar para o município em busca de emprego. Ela comenta que os familiares e amigos vieram pelo mesmo motivo.

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“Para cá tem uma quantidade de mão de obra que procuram e que aqui não é suprida, então vem pessoas de foram que acabam suprindo essa necessidade”, diz.

Quando chegou em Brusque, Suleide enviou currículo para o hospital e atualmente trabalha como técnica de enfermagem no Azambuja. Evelyn também trabalha nesta mesma função no hospital.

“Eu amo meu estado, quero um dia poder voltar lá, mas no momento não tem como, não tem emprego para mim lá”, diz Suleide.

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