Parque Zoobotânico deverá se tornar uma diretoria da Fundema

Proposta será encaminhada pela Prefeitura de Brusque à Câmara

Parque Zoobotânico deverá se tornar uma diretoria da Fundema

Proposta será encaminhada pela Prefeitura de Brusque à Câmara

O projeto de criação de um fundo de manutenção da fauna e flora do parque Zoobotânico deverá ser modificado por causa da provável fusão da instituição com a Fundação Municipal do Meio Ambiente (Fundema). A unificação das pastas faz parte da reforma administrativa idealizada pela prefeitura que será enviada em breve à Câmara de Vereadores. E a criação do fundo está entre os objetivos da administração, conforme informou semana passada o prefeito interino.

O superintendente do Zoo, Marciano Giraldi, explica que o projeto de lei que embasa a criação do fundo tem o objetivo de garantir mais recursos para a instituição.

Atualmente, o parque depende quase que totalmente do caixa da prefeitura, porque a renda com bilheteria é de, aproximadamente, 15% a 20% do total. O restante vem de repasses da administração central.

O fundo, explica Rodrigo de Souza, biólogo e responsável técnico do Zoo, foi baseado no outro fundo, o do meio ambiente, vinculado à Fundema, que já existe. A ideia é que haja alguma forma de arrecadação para esta reserva financeira, que será enviada ao caixa do parque, que, por sua vez, irá utilizar os recursos como melhor entender na preservação das plantas e dos animais.

Souza diz que não se trata de mais impostos. “O Zoo tem importância não só turística. Trabalhamos com espécies ameaçadas, educação ambiental e outras atividades”, defende o biólogo. Para ele, a instituição poderá investir mais na preservação e, consequentemente, no futuro do município com mais verba. Ele ressalta que o parque também está ligado à uma área de mata que vai até Guabiruba, portanto, tem outra finalidade.

“A fusão também é benéfica por dois aspectos. O primeiro é que o corpo técnico vai ficar maior, teremos engenheiro florestal e engenheiro civil para trabalhar aqui. O segundo é que o Zoo se fortalece como pasta na prefeitura”, diz Souza. Atualmente, os engenheiros do Departamento Geral de Infraestrutura (DGI) é que fazem os projetos de engenharia para o parque.

Fusão e mudanças

Aspectos técnicos à parte, o superintende afirma que o projeto – que já tem parecer favorável da Procuradoria Geral do Município (PGM) – foi elaborado antes da possível fusão, por isso agora poderá passar por adequações. Será estudado o que fazer como o fundo do meio ambiente que relacionado à Fundema, uma das possibilidades é que haja uma mudança na lei para que o Zoo também possa usufruir os recursos.

Após a unificação do Zoo com a fundação ambiental o CNPJ do parque não vai mais existir; ficará apenas o da Fundema, conforme o superintendente do Zoo. Esta mudança não é apenas burocrática, ela tem repercussão direta no funcionamento do local. Isto significa que o Zoo passará a ser subordinado à fundação. De acordo com o Giraldi, o superintendente da Fundema, hoje, Cristiano Olinger, assumirá o comando do parque também. “O parque Zoobotânico terá um diretor”, esclarece.

“A fusão é positiva para reduzir custos por causa da situação econômica do país”, diz o superintendente do Zoo. Ele afirma que esta fusão não é algo completamente novo, porque as duas instituições já trabalharam juntas, com vários servidores prestando auxílio uns aos outros. Além disso, a Fundema já funcionou dentro do parque, no passado.

Todas estas mudanças estão condicionadas à aprovação do projeto de lei que será enviado à Câmara de Brusque.

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“A fusão é positiva para reduzir custos por causa da situação econômica do país”, Marciano Giraldi, superintendente do parque Zoobotânico

 

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