Parque Zoobotânico procura ajuda financeira do governo do estado para melhorias

Novo superintendente do parque, Paulo Roberto Mellão Filho, está buscando recursos para tirar os projetos do papel

Parque Zoobotânico procura ajuda financeira do governo do estado para melhorias

Novo superintendente do parque, Paulo Roberto Mellão Filho, está buscando recursos para tirar os projetos do papel

Para se adequar à normativa do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama), o parque Zoobotâncio de Brusque precisa passar por melhorias na pavimentação, nos espaços que abrigam os animais e nas condições de acessibilidade aos visitantes. Para tirar os projetos do papel, o novo superintendente do parque, Paulo Roberto Mellão Filho, está buscando recursos do governo do estado. A previsão é que as melhorias, somadas, custem mais de R$ 2 milhões.

Uma das prioridades do parque é fazer a melhoria em torno do ambiente onde ficam os animais expostos para a visitação. Segundo Mellão Filho, as normas do Ibama pedem que os zoológicos fiquem o mais parecido possível com uma floresta. “Precisamos plantar mais vegetações, além de melhorar a distância entre os visitantes e a jaula dos animais, que precisa ter em média um metro e meio de distância”, conta.
Para Rodrigo Fischer Silveira de Souza, biólogo e coordenador do parque, essas melhorias devem trazer mais bem estar aos animais. “Temos 43 recintos aqui, sendo que 20 deles já estão de acordo com a normativa. Devemos incluir mais vegetação nas outras áreas também, principalmente a vegetação rasteira, que normalmente é arrancada”, explica.

Outra necessidade é fazer uma reforma na pavimentação. Desde a sua fundação o parque é revestido de petit-pavé, também conhecida como pedra portuguesa, no entanto, o calçamento se solta com muita facilidade, além de formar limo – algas que se acumulam na superfície da calçada formando uma camada esverdeada.
“Queremos colocar asfalto em boa parte do parte do parque. O petit-pavé é muito bonito, está aqui há mais de 20 anos. O problema desse tipo de pavimentação é que não podemos colocar veneno ou jogar cloro para fazer a limpeza e tirar o limo, por exemplo, pois isso pode fazer mal aos animais. Se lavarmos com lava jato as pedras saem do lugar e temos que concretar tudo de novo. Além disso, ela fica escorregadia e pode causar um acidente”, explica Mellão Filho. Alguns trechos do parque devem ser pavimentados com concreto.

Além disso, a direção do parque planeja instalar porta-corpos – corrimão que ajuda na acessibilidade dos visitantes, além de novas placas e sinalizações. O Zoobotânico deve receber também câmeras de monitoramento e sistema de som.
Em busca de recursos

O Zoobotânico é mantido pela Prefeitura de Brusque. No entanto, o superintendente do parque foi em busca de recursos financeiros do governo do estado. Na última semana, ele esteve em Florianópolis, junto com Valdir Wilke (PMDB), ex-diretor da Secretaria de Desenvolvimento Regional (SDR), para se reunir com Valdir Walendowski, presidente da Santur, e debater as adequações que são necessárias.

Na reunião, Mellão Filho levou dois projetos: o de pavimentação e acessibilidade, e do sistema de câmera e som do parque. “O Valdir me auxiliou e deu algumas dicas de onde que eu poderia conseguir recursos para viabilizar tudo isso. Pedimos também a ajuda da Santur para divulgar o parque a nível estadual, com a produção de um novo material gráfico que será distribuído em diferentes cidades catarinenses”, conta.

Segundo ele, Walendowski marcou uma reunião para esta sexta-feira, 20, onde o superintendente irá buscar recursos com a diretoria da Fundação do Meio Ambiente de Santa Catarina (Fatma). Além disso, o vereador Célio de Souza está articulando uma visita do deputado federal Mauro Mariani (PMDB) e do secretado de estado de Desenvolvimentos Econômico e Sustentável, Carlos Chiodini, ao parque.

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