Rosemari Glatz

Professora da Unifebe

Pastor Lindolfo Weingärtner: De alma para alma – Parte II

Rosemari Glatz

Professora da Unifebe

Pastor Lindolfo Weingärtner: De alma para alma – Parte II

Rosemari Glatz

Dando continuidade a expressão de gratidão em memória do Pastor Lindolfo Weingärtner que desviveu em Brusque no último dia 20 de março, aos 94 anos, a “pequena pincelada”, de hoje traz alguns fragmentos da sua história familiar.

A origem da família
A Família Weingärtner emigrou da Alemanha para Santa Catarina em 1852. Eram originários das margens do Rio Mosel, onde a família era produtora de vinho há mais de 400 anos. Vieram doze Weingärtner, sendo que um foi para a Colônia Blumenau e se instalou em Indaial. Os demais ficaram na região de Santo Amaro. Durante a viagem da Alemanha para o Brasil, cantavam a canção do Imigrante, que dizia: “Você quer ir para o Brasil, onde há macacos e as cobras te picam?”. Parece que a canção era um presságio, pois os avós do Pastor Lindolfo morreram em terras brasileiras em decorrência de picada de cobra.

O casamento
Lindolfo contraiu as primeiras núpcias em Santa Isabel em 1947. Sua esposa se chamava Margret, nascida Hatzky e morava em Palhoça. Margret emigrou para o Brasil com os pais quando ainda era criança.

A jornada comum foi abençoada pelo Pastor Dübbers e o texto da alocução bíblica mencionou Romanos 16:3 e dizia: “Saudai Priscila e Aquila, meus cooperadores em Cristo Jesus”. Foi uma mensagem forte e inesquecível, tanto no dia da bênção matrimonial, como no compromisso santo em que se baseia o próprio ministério. Lindolfo seria “Aquila” e Margret seria “Priscila”, cooperadores dos apóstolos. Aquela pregação seria sempre lembrada pelos dois.

O jovem casal iniciou sua jornada conjugal sem muito lastro material e foi morar em São Leopoldo (RS), onde Lindolfo continuou os estudos e as atividades de professor de grego e geografia, e Margret conseguiu uma colocação no Jardim de Infância da Igreja. Em 1948, Lindolfo fez o exame teológico e, em seguida, o casal se mudou para Timbó (SC), onde ele seria pastor adjunto.

O nascimento dos filhos
Por questões de saúde, no início de 1949, o Pastor Lindolfo foi transferido para Ituporanga (SC). Ali, naquele mesmo ano, nasceu o primeiro filho do casal: Martin, que seguiu os passos do pai e também é Pastor. Restabelecido, em abril de 1950 assumiu a direção do Ginásio Evangélico de Panambi (RS), onde, em 1951, nasceu o segundo filho, Walter.

Depois de três anos de magistério, com saudades do ministério pastoral, em 1953 voltou para Santa Catarina, onde assumiu o pastorado de Itoupava Central (Blumenau). Lá, em1954, nasceu a terceira filha do casal, Margret. Em abril de 1955, a família fixou residência em Brusque. Em 1957, ele fez um estágio de quatro meses no Texas, numa permuta de obreiros da igreja. Novamente no Brasil, em 1958 nasceu Ruth, a quarta filha do casal Lindolfo e Margret.

Em 1968, fez seu doutorado em Erlangen, na Alemanha, num semestre sabático, pois já havia escrito sua tese no Brasil. Novamente em Santa Catarina, no início de 1972 assumiu o pastorado no centro de Joinville. O ministério pastoral durou ainda três anos. Em função do seu precário estado de saúde, ele se aposentou-se em setembro de 1975 e a família voltou a residir em sua casa em Brusque.

O tempo passou depressa. Problemas de saúde da Oma Margret – que há tempo vinha se tratando de câncer e tinha sido acometida de leve derrame – fez com que, em 1987, o casal se mudasse para a casa do filho em Ituporanga. Oma Margret chegou ao fim do caminho de sua vida em junho de 1989. Os 4 filhos, 12 netos e 15 bisnetos do casal Lindolfo e Margret estão espalhados nos três Estados do Sul do Brasil, em Brasília e na Europa.

“Desde o tempo em que minha memória alcança, eu orava a Deus”
Pastor Lindolfo Weingärtner.

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