Pata Guabiruba terá que paralisar atividades caso não encontre novos voluntários

ONG não tem sede própria e precisa de lar temporário

Pata Guabiruba terá que paralisar atividades caso não encontre novos voluntários

ONG não tem sede própria e precisa de lar temporário

Após quase dez anos de atividade, a ONG Pata Guabiruba (Protegendo os Animais com Todo Amor) terá que paralisar suas ações. Conforme a presidente, Patrícia Suave, não há mais local para alojar os animais temporariamente.

As principais ações da Pata são em casos de abandono e maus tratos. Além disso, também há o auxílio para famílias carentes. Após cada resgate e atendimento, o animal precisa ficar alojado em lar temporário, até que seja adotado.

A ONG se responsabiliza por todo o gasto. São fornecidas rações e atendimento veterinário aos animais em lar temporário. Fica por conta do voluntário, somente, a disponibilização de água e ração, e um espaço limpo e adequado para o animal. Apesar disso, todos os locais cadastrados estão lotados e não existem novos voluntários para abrigar os bichos.

Pata Guabiruba/Divulgação

Para exemplificar, Patrícia fala do seu caso. São ao todo 30 animais em casa, sendo 18 cachorros e 12 gatos esperando adoção. Sem ter onde alocar os animais, a Pata não poderá realizar novos atendimentos e resgates.

Outra dificuldade que a ONG possui é em relação aos custos. A Pata não possui nenhuma fonte de renda fixa. Ela depende financeiramente de ações e doações da comunidade. Caso o animal seja resgatado e não encontre lar, as diárias nas clínicas veterinárias precisam ser custeadas pela ONG.

Trabalho voluntário

Patrícia destaca que todo trabalho realizado pela equipe da Pata é voluntário. Desde os resgates, eventos e abrigos são feitos sem receber um pagamento em troca. Todo valor que é arrecadado pela ONG é revertido aos cuidados dos animais.

Para garantir a destinação do dinheiro arrecadado, todos os gastos da Pata ficam registrados. As notas de compra de ração e atendimento veterinário são destinados para a contabilidade que administra o que entra e o que sai da ONG.

“Muita gente que pensa que isso é nosso trabalho, que ganhamos pagamento. Mas na verdade não ganhamos nada. Nosso trabalho é voluntário. Temos vidas normais como qualquer outra pessoa. Casa, carro, família, filhos e trabalhamos o dia todo.”, salienta Patrícia.

Crescente número de animais

Apesar da contribuição realizada pela Pata ao longo destes quase dez anos, o número de animais que precisam de ajuda cresce. Na visão da presidente, a culpa é dos donos que não arcam com os seus deveres. Para evitar isso, ela diz que é necessário que a adoção seja feita com responsabilidade.

“A partir do momento que você adota um animal a responsabilidade passa a ser sua. Você precisa saber que ele vai precisar de comida, carinho, lugar onde ficar, que ele vai fazer sujeira e bagunça.”, diz a presidente. Ela relata que muitos tutores enviam mensagens para a ONG avisando que irão abandonar o animal.

Além dos abandonos, existem os casos de ninhadas e atropelamentos que são atendidos pela Pata. Em todos eles o lar temporário é necessário. Sem uma sede própria para alojar os animais ou novos voluntários, a Pata terá que paralisar os atendimentos.

Colaborou Thiago Facchini.


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