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Pesquisa aponta que Santa Catarina é o estado com maior diferença salarial entre homens e mulheres

Entretanto, empresários de Brusque afirmam que o município não se encaixa nesta realidade

Pesquisa aponta que Santa Catarina é o estado com maior diferença salarial entre homens e mulheres

Entretanto, empresários de Brusque afirmam que o município não se encaixa nesta realidade

Santa Catarina é o estado com a maior diferença entre o salário médio de homens e mulheres. Pelo menos é o que diz o levantamento Pnac Contínua do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgado na semana passada.

Segundo a pesquisa, trabalhadores do sexo masculino recebem, em média, 36,7% a mais do que as mulheres em Santa Catarina. Enquanto o rendimento médio dos homens catarinenses é de R$ 2.556, as mulheres recebem R$ 1.869. Nacionalmente, essa diferença é de 29,6%, ou seja, no Estado, a desigualdade salarial entre homens e mulheres é maior.

Apesar dos dados apontados pela pesquisa, empresários brusquenses acreditam que esta não é uma realidade no município. O presidente da Associação Empresarial de Brusque (Acibr), Halisson Habitzreuter, diz que a diferença salarial entre homens e mulheres não existe. “Nosso empresariado é bem desenvolvido. O que os empresários querem é competência, indistintamente se é homem ou mulher. Acredito até que as mulheres são mais valorizas”, diz.

O presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL), Michel Belli, tem pensamento semelhante. Ele diz que, em sua maioria, a faixa salarial é dada para o cargo, sem distinção de sexo. “O que pode ter distinção é na escolaridade, mas de sexo eu desconheço. A tendência é igualdade cada vez maior. Acho que Brusque não faz parte desta realidade”.

Entretanto, a presidente do Sindicato das Indústrias do Vestuário de Brusque e Guabiruba (Sindvest), Rita Conti, diz que a diferenciação ainda pode acontecer, principalmente, devido à diferença de qualificação.

“Como a mulher exerce outras funções, tem jornada dupla, tripla, não sobra tempo para se qualificar. Nisso, o homem acaba levando vantagem, porque consegue ter uma folga para se qualificar”.

A empresária destaca que na área de confecção, a qual atua, não existe a diferença salarial entre sexo. Além disso, ela afirma que as mulheres que ocupam cargos de gestão tendem a se destacar por ter maior sensibilidade, porém, ainda são poucas as que conseguem chegar lá.

“Atuo na diretoria da Fiesc, sou a única mulher ao lado de 76 homens. A dominância masculina é evidente, mas gestoras mulheres se sobressaem, lidamos com a diversidade no nosso dia a dia e trazemos isso para nossas empresas”.

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