Senta que a história é enrolada: o Radiohead está processando (ou não, há controvérsias nas notícias) Lana Del Rey, por plágio. As músicas em questão são Creep, um dos primeiros sucessos da banda inglesa, e Get Free, do álbum mais recente da cantora norte-americana. Enquanto algumas notícias dizem que ela não está sendo processada, outras dizem que as tentativas de negociação falharam (a banda, por essas notícias, estaria exigindo 100% dos lucros com a canção) e que a cantora está pronta para resolver a questão na justiça.

Mesmo que os seus ouvidos sejam tão leigos quanto os meus, a semelhança entre as músicas é inegável. E a falta de créditos… indesculpável. Mas a coisa, como eu disse aí acima, é enrolada. O próprio Radiohead foi processado por plágio da mesma música. E perdeu. Tanto que teve que dar créditos na autoria da música para Albert Hammond e Mike Hazelwood, autores de The Air That I Breathe, sucesso setentista dos Hollies. Neste caso, meus ouvidos leigos não percebem uma semelhança tão clara.  Na dúvida, ouça as três e tire suas próprias conclusões.

 

 

O outro caso palpitante da semana é mais sutil. O nome e trechos da letra de uma música podem ser usados livremente em outra obra?

O filme Proud Mary, com Taraji P. Henson, está sendo questionado pelo autor da música do Credence Clearwater Revival, John Fogerty, por falta de autorização e por subverter o significado da música. E agora?