Referência no SUS e, após o fechamento do Hospital e Maternidade de Brusque (HEM), também da rede privada, o Hospital Azambuja tem o desafio de se manter de acordo com a demanda da sua região de atendimento, composta principalmente por Brusque, Guabiruba e Botuverá.

Já há uma série de obras aprovadas ou em curso. A parte de ortopedia, por exemplo, está em transformação, para a ampliação do número de consultórios e para a criação de um ambulatório ortopédico. O mesmo espaço servirá como ambulatório para os médicos residentes que começarão a atuar em março de 2018.

As plantas da UTI Neonatal também já estão prontas e agora estamos buscando recursos do governo federal para construir o espaço físico específico

“Temos que acompanhar as mudanças. Em números de leitos, pelo nosso planejamento, o Azambuja tem o suficiente para atender uma população de 250 mil habitantes. Podemos absover tranquilamente, somente reestruturando a parte física, sem construir”, diz.

De acordo com Amorim, há um planejamento estratégico, já aprovado pela diretoria do Hospital Azambuja, com tudo que deve ser feito e construído para quando a região dos três municípios atingir os 250 mil habitantes. Atualmente, a população atendida é de aproximadamente 150 mil.

Próximos passos
Após a conclusão da reforma na ortopedia, o próximo investimento será em um espaço dedicado para a realização de exames de colonoscopia e de endoscopia. E depois será a vez da recepção do hospital, que será revitalizada.

A Unidade de Terapia Intensiva (UTI) Neonatal também está no horizonte. “As plantas da UTI Neonatal também já estão prontas e agora estamos buscando recursos do governo federal para construir o espaço físico específico. O espaço onde colocamos hoje esses equipamentos é em um antigo berçário, não é o mais adequado”, afirma Amorim.

O plano diretor do hospital também prevê um novo Centro Obstétrico (para partos) e a ampliação do Centro Cirúrgico, que ganhará mais 800 metros. Embora ainda tenha duas autoclaves – o que atende à demanda -, já terá espaço para mais uma, visando o futuro.

Ressonância magnética do Azambuja é a única do tipo no estado. Foto: Marcos Borges

“O Centro Obstétrico novo e o Centro Cirúrgico novo também estão aprovados
na Vigilância Sanitária”, diz o administrador da unidade hospitalar. A ala onde ficam internados os pacientes de convênios também mudará, para dar mais espaço para a rede SUS e para ocupar uma área hoje desocupada na casa hospitalar. Novos leitos serão construídos onde funcionou o asilo, fechado no ano passado.

Uma hemodinâmica, que serve para, entre outras coisas, cateterismo, está no planejamento, já com planos aprovados.

Novos credenciamentos
Segundo Amorim, o hospital aguarda credenciamento do SUS para realizar
procedimentos de oncologia – tratamento de câncer.

O Azambuja já realiza cirurgias bariátricas por meio de convênios e particulares. A redução de estômago exige estrutura e corpo clínico capacitado. O hospital buscou os recursos e comprou uma maca especial com capacidade para 300 quilos.

Entretanto, o Hospital Azambuja ainda aguarda a autorização do Ministério da Saúde para poder fazer esse tipo de operação também pelo SUS.

Aumento da demanda
Em 2015, o Hospital Azambuja viu o número de pacientes crescer, assim como a quantidade de médicos usando a instituição. O motivo foi a gradativa redução de serviços prestados no Hospital e Maternidade de Brusque.

No entanto, segundo o administrador do hospital, a instituição absorveu a demanda sem muita dificuldade por causa dos investimentos que fez. Por exemplo, seis meses antes de o HEM fechar o pronto atendimento, o ambulatório – que não atende só clínica, mas também pediatria – foi inaugurado.

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