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Políticos de Brusque se preparam para combater notícias falsas no ano eleitoral

Disputa leva a aumento do número de publicações caluniosas e inverídicas nas redes sociais

Políticos de Brusque se preparam para combater notícias falsas no ano eleitoral

Disputa leva a aumento do número de publicações caluniosas e inverídicas nas redes sociais

Com a chegada do ano de disputa eleitoral, aumenta consideravelmente o número de publicações, nas redes sociais, que buscam plantar notícias falsas ou denegrir a imagem deste ou daquele candidato, as chamadas fake news.

Por isso, os potenciais candidatos e os partidos políticos já se preparam para combater a disseminação de boatos contra si na internet, embora a tarefa ainda seja árdua, já que a proliferação de boatos é praticamente instantânea, após a publicação.

A criação de publicações e páginas destinadas a difamar candidatos não é assunto novo em Brusque. Na eleição de 2016, por exemplo, o candidato Jones Bosio foi vítima de publicações que denegriram a sua imagem.

Uma página, chamada Lava Jato Brusque, foi criada anonimamente apenas para esse fim. O candidato, que à época concorria ao cargo de prefeito, acionou a Justiça e conseguiu retirar a página do ar, mas não antes da data das eleições.

A Justiça Eleitoral veda o anonimato em publicações que dizem respeito à opinião ou divulgação de informações sobre a campanha eleitoral, mas nem sempre consegue agir a tempo de coibir que isso ocorra durante o pleito.

Para o deputado estadual Serafim Venzon (PSDB), que deve concorrer à reeleição em 2018, a situação nesta eleição será um pouco mais tranquila, no que diz respeito às publicações na internet.

“Hoje a internet não é mais terra de ninguém. Quem fizer publicações falsas vai sofrer as penalidades da lei”, afirma. Ele admite, porém, que é preciso melhorar a forma de controle daquilo que se é publicado.

“É claro que existem artifícios para plantar calúnias, e é algo que vamos ter que melhorar, esse sistema de controle, daquilo que é dito sobre determinado candidato”, opina.

“Mas acredito que o tribunal eleitoral vai estar muito atento a isso”, conclui Venzon, o qual acredita que será uma eleição mais limpa, do ponto de vista do controle da lei sobre as campanhas.

Guerra nova e difícil de enfrentar

Para Cedenir Simon, presidente do PT municipal, que deve lançar o ex-prefeito Paulo Eccel como candidato a uma vaga de deputado, as estratégias de disseminação de notícias falsas via redes sociais são recentes e, dessa forma, se trata de um problema ainda difícil de se enfrentar.

Simon cita a polêmica em relação ao uso de robôs para disseminar informações online durante as campanhas, e a suspeita de que teriam influenciado as eleições nos Estados Unidos, por exemplo. Pouco se sabe de concreto sobre isso, o que faz com que combater a prática se torne mais complicado.

No entanto, ele acredita que, aos poucos, a situação vai melhorar, sobretudo porque o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) quer regulamentar o uso das redes sociais para fins eleitorais, o que deve acontecer em março ou abril deste ano.

Atualmente, porém, a “guerra” tem sido vencida por quem propaga informação falsa, avalia o presidente do PT.

“A gente monitora e, a partir de divulgado, vai combatendo e desmentido. Mas as armas de quem ataca são mais fortes de quem defende”, diz.

Simon ressalta que é preciso, em vez de somente identificar as fake news após sua publicação, criar meios de evitar que sejam sequer publicadas.

O padrão das fake news

A consultora em Marketing Digital, Camila Renaux, explica que as notícias falsas na internet são difíceis de combatidas por causa de suas características, sempre com algo “bombástico” e tido como importante.

“Fake news acionam um gatilho importante em nossos cérebros: na maioria das vezes acreditamos que estamos passando adiante uma informação que vai ajudar alguém. É nesse modus operandi que se apoia quem constrói o boato”, avalia.

“Existe um padrão: o boato é sempre algo revoltante ou algo que gera empatia imediata, afinal, deve agir no impulso e não dar tempo ao leitor de refletir, pensar, checar fontes e verificar se aquilo faz algum sentido”.

Para ela, a melhor forma de se combater a disseminação de notícias falsas é conscientizar a população sobre como identificá-las: notícias sem data, de sites pouco conhecidos, por exemplo.

A dificuldade das pessoas em identificarem as fake news também reside no fato de que, às vezes, os relatos citam fragmentos verdadeiros misturados com informações falsas, explica a consultora.

 

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