População relata problemas com alta velocidade dos motoristas na avenida Beira Rio

Repercussão de vídeo de racha no Youtube trouxe à tona o problema

População relata problemas com alta velocidade dos motoristas na avenida Beira Rio

Repercussão de vídeo de racha no Youtube trouxe à tona o problema

Nem mesmo a implantação de uma travessia elevada em 2012 fez com que os motoristas da avenida Arno Carlos Gracher diminuam a velocidade. Na última semana foi registrado em vídeo, um racha entre dois veículos na via em plena luz do dia. O vídeo não mostra o dia e horário, mas ganhou repercussão na internet recentemente. Enquanto os veículos disputam a corrida, algumas pessoas na calçada aplaudem a cena de irresponsabilidade entre os condutores. Segundo o tenente da Polícia Militar, Marcus Vinicius Fraga, não houve queixa formal do racha. Ele soube do fato por meio da imprensa e redes sociais. 

O delegado Ismael Gustavo Jacobus informa que não houve registro de boletim de ocorrência, mas após ter conhecimento do vídeo iniciaram as investigações. Apenas um veículo foi identificado até o momento, mas já possui dois suspeitos de participação. “Temos que apurar se houve mesmo o racha. Os proprietários dos veículos serão intimados e ouviremos a todos. Ainda nos faltam testemunhas para comprovar efetivamente a ocorrência da corrida”, diz.

A faxineira Deise Ferreira, 29 anos, mora há sete anos próximo ao local onde aconteceu o racha. Apesar de não ter presenciado o momento, afirma que é rotineiro os carros passarem em alta velocidade pela via. “Durante a noite e fins de semana mesmo é um absurdo. Sem contar que tem muitos motoristas que fazem ‘cavalinho de pau’ aqui na esquina”, relata. O lavrador José Fernandes, 59 anos, diz que é assustador e ouve somente os barulhos e roncos dos motores. “Sem falar nos motoqueiros”, ressalta.
De acordo com o secretário de Trânsito e Mobilidade, Paulo Sestrem, a velocidade máxima permitida naquela via é de 60 km/h. Na travessia elevada, que fica próximo ao Terminal Urbano, diminui para 40 km/h, assim como no cruzamento perto do Corpo de Bombeiros. Porém, a professora de inglês e espanhol, Mirela Monique Ramos Rodrigues, 23 anos, diz que, na realidade, os motoristas que trafegam pelo local não veem limites. “Durante o dia nunca vi rachas, mas não poupam velocidade nem mesmo após a implantação da travessia elevada”, complementa. Mirela salienta que a fiscalização na via é precária e é rara a presença de guardas municipais ou da Polícia Militar.

> Confira reportagem completa na edição do Jornal Município Dia a Dia desta quarta-feira, 4 de setembro

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