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José Francisco dos Santos

Mestre e doutor em Filosofia pela PUC/SP, é professor na Faculdade São Luiz e Unifebe, em Brusque e Faculdade Sinergia, em Navegantes/SC e funcionário do TJSC, lotado no Forum de Itajaí/SC.

Por um Natal cristão

José Francisco dos Santos

Mestre e doutor em Filosofia pela PUC/SP, é professor na Faculdade São Luiz e Unifebe, em Brusque e Faculdade Sinergia, em Navegantes/SC e funcionário do TJSC, lotado no Forum de Itajaí/SC.

Por um Natal cristão

José Francisco dos Santos

O dia 25 de dezembro, antes de se consagrar como a festa do Nascimento de Jesus, era a data da comemoração pagã do “deus Sol Invicto”, por conta do solstício de inverno (no hemisfério norte). Com a cristianização do mundo paganizado romano, a data foi aproveitada para homenagear a verdadeira Luz. Mas essa não foi a única mudança. O cristianismo transformou muita coisa do mundo antigo, combateu a escravidão e todas as formas de degradação moral e atentados contra a pessoa humana, protegeu crianças, idosos e todos os desamparados da sociedade antiga. Sua moral sexual ajudou a aplacar os terríveis abusos que eram comuns no mundo pagão. [É evidente que isso não foi suficiente para eliminar todos esses males, pois o paraíso não é para esse tempo]. Isso sem falar da obra intelectual portentosa de monges e clérigos, durante toda a Idade Média, que preparou o desenvolvimento científico que se seguiu.

Mas desde o início da chamada Idade Moderna, ou antes ainda, com o Renascimento, há uma propaganda anticristã intensa, da qual os cristãos não têm sabido se defender. A partir do Renascimento e de sua “revalorização” do mundo pagão antigo, práticas extintas, como a escravidão, voltaram para a Europa e suas colônias. Os filósofos chamados “iluministas” criaram uma imensa peça publicitária de caracterização da Idade Média e do catolicismo como ligados às trevas, e até hoje essas asneiras ainda são repetidas em livros, aulas e comentários despretensiosos que quem não faz ideia do que está falando. Na Revolução Francesa, tentou-se destruir fisicamente a Igreja, em nome da tal “deusa da razão”, que continuou sendo cultuada por positivistas, cientificistas e uma imensa trupe que dominou o cenário intelectual desde então. No último século, o sexo começou a ser utilizado como arma contra o cristianismo, pregando-se a liberação sexual, ao estilo pagão antigo, como forma de liberdade, contra os “tabus” cristãos. É um processo contínuo de desconstrução do que foi construído com o testemunho e o sangue de muitos mártires, com a inteligência fora do comum de filósofos e teólogos e com a virtude de tantos santos. O mundo intelectual e cultural de hoje está terrivelmente infectado por este veneno. Os próprios cristãos, envolvidos por essa atmosfera cultural, chegam a ter vergonha de suas crenças, como se tivessem que dar satisfações a essa sociedade decadente, desinformada e mal-intencionada.

Vivemos um tempo neopagão, envolto em maciça propaganda de tudo o que é contrário ao cristianismo. Comemorar o Natal nesse contexto é um desafio. Do jeito que a coisa vai, não é difícil que em breve tenhamos comemorações oficiais ao “deus Sol” de antigamente, como os cultos à “mãe Terra”, que já pululam por aí. O paganismo pode parecer chique para a contracultura de hoje, mas seus valores para nada servem, além de dar vazão aos instintos, com justificativas bonitinhas. Aprender um pouco mais sobre o significado do cristianismo para a história é uma boa maneira de se preparar para celebrar o Natal de quem é, verdadeiramente, Luz e Caminho.

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