Situação do PP segue indefinido

Reunião realizada ontem com lideranças não cravou o destino do partido

Situação do PP segue indefinido

Reunião realizada ontem com lideranças não cravou o destino do partido

Depois de duas horas e meia de reunião, a diretoria executiva do Partido Progressista (PP) não chegou a uma conclusão definitiva sobre a permanência no governo, mas a sinalização mais forte segue sendo a de que a sigla deixará o barco da administração de Paulo Eccel (PT). O encontro para definir o futuro do partido foi realizada ontem e contou com a presença de várias lideranças municipais e da direção do PP brusquense.

A reunião ganhou caráter decisivo depois que o vice-prefeito e presidente do PP, Evandro de Farias, o Farinha, manifestou-se publicamente sobre a sua insatisfação com o prefeito Paulo Eccel. Após isso, por uma semana a especulação mais forte era de que a maioria decidiria por abandonar o governo. Em matéria veiculada ontem pelo jornal Município Dia a Dia, nomes fortes do partido como Norival Fischer, empresário; Edson Muller, o Pipoca vereador; e Gilmar Vilamoski, secretário de Obras, posicionaram-se pela permanência, enquanto que o vereador Jean Pirola e o ex-diretor-geral do Samae, Marcelo Rosin, demonstraram tendência a votar pela saída.

A reunião ocorreu no Clube Esportivo Guarani, em uma cabana afastada de todo o movimento de sócios do clube. Durante o tempo em que estiveram reunidos, os líderes pepistas aparentavam estar nervosos. Ao longe se viam gestos bruscos e em certos momentos se ouviam gritos vindos do ponto de encontro do partido.

Ao final da reunião, depois de muito conversar, os progressistas saíram sem uma definição. O vereador Jean Pirola, que havia se manifestado pela saída anteriormente, não quis comentar sobre o encontro. Gilmar Vilamoski, que fez declarações de que não deixaria o governo, apenas disse que “não houve consenso”. Enquanto quase todos os integrantes da sigla saíam, Gleusa Fischer, secretária de Educação, e Farinha continuavam a conversar. Gleusa é tida como alinhada ao governo e pró-permanência, já que faz parte do grupo governista.

Farinha preferiu não polemizar. “Ainda não houve nenhuma decisão”, decretou o vice-prefeito. Sem dar margem para especulações, ele não revelou se haverá outra reunião com as lideranças para conseguir chegar a uma decisão dentro do segundo partido de maior representatividade do governo Paulo Eccel.
A situação dos secretários (Gilmar Vilamoski, Obras; Gleusa Fischer, Educação; e Rogério Ristow, diretor-presidente do Samae) é mais complicada, porque na entrevista na qual reclamou de Eccel Farinha também deu o tom de que quem ficasse no governo seria excluído do núcleo do PP.

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