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Prédios com vidros espelhados são tendência de arquitetura em Brusque

Uso do material tem crescido, mas ainda esbarra no alto custo para se popularizar

Prédios com vidros espelhados são tendência de arquitetura em Brusque

Uso do material tem crescido, mas ainda esbarra no alto custo para se popularizar

Os prédios com fachadas feitas de vidros espelhados têm ganhado cada vez mais espaço em Brusque e no país. Tendência arquitetônica européia, esse estilo de edifício é escolhido, principalmente, para empreendimentos comerciais pela questão estética e pela imponência.

Em Brusque, o uso do vidro refletivo, como é dito em termos técnicos, ainda é tímido. Há alguns casos, como o edifício Bronze, na rua Barão do Rio Branco, e o Rio Duplex, perto da rodoviária.

No entanto, esse material tem ganhado projeção em grandes centros já há algum tempo. Valter Orlandi, proprietário da KRCON Empreendimentos, diz que prédios espelhados já são tendência em Balneário Camboriú, um polo da construção civil nacional.

Fora do Brasil, Dubai, nos Emirados Árabes, destaca-se pela grande quantidade de edifícios espelhados. Orlandi diz que esse estilo arquitetônico é usado, sobretudo, em imóveis de alto padrão, pois seu custo é mais elevado.

Dentre os principais benefícios deste tipo de material, Orlandi cita que ele traz mais conforto térmico para quem está dentro, pois existem vários tipos de materiais, com controle solar e de temperatura. Proporciona também mais privacidade, pois durante o dia não é possível ver o que ocorre no interior da construção.

Antônio Maffezzolli, proprietário da Estrucon, destaca outras qualidades do material. “Esses vidros proporcionam um efeito estético incrível, dando imponência à construção, valorizando e embelezando”.

O engenheiro civil Thiago Schlindwein, da Mineral Água Park, explica que esse tipo de material ganha espaço porque também tem apelo ambiental. “Há vários estudos sobre captar energia solar, e também tem a parte estética”.

Maffezzolli, da Estrucon, diz que uma vantagem do refletivo em relação a outros vidros é que ele reflete os raios solares e reduz a entrada de calor. Segundo ele, isso gera economia de energia com ar-condicionado.

“Em países mais frios, utiliza-se muito o vidro, pois precisam da luz solar para aquecer o ambiente. Em lugares tropicais como o nosso, o vidro não serve nesse sentido, o material tem de ser complementado com cortina ou persiana para barrar o calor”.

Custo
O principal obstáculo para que os vidros refletivos fiquem mais populares é o custo elevado em relação aos vidros temperados já usados comumente para fazer fachadas e sacadas de prédios. O gerente administrativo da Vitraly, Daniel Magalhães, diz que isso deve mudar com o aumento do consumo.

A Vitraly é uma das vidraçarias que fornecem esse tipo de vidro em Brusque. Magalhães avalia que o vidro temperado também já foi muito caro e preterido no passado, mas com mais procura se popularizou e hoje é dominante no mercado.

“A demanda ainda é pequena porque ele é três vezes mais caro”, afirma o gerente. “Mas o negócio de vidros espelhados vem crescendo muito”, completa.

Atualmente, os vidros temperados transparentes correspondem a cerca de 90% das vendas da Vitraly. Os outros tipos ficam bastante abaixo, e os refletivos, na casa dos 5%.

Segundo o gerente da Vitraly, a maior parte das vendas de vidros espelhados é voltada para prédios comerciais. Mas há residenciais que também são construídos nesse sistema.

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