Prefeitura buscará na justiça a interdição total do Parque da Caixa D’água

Após criança ser eletrocutada, prefeitura quer garantir mais segurança ao local

Prefeitura buscará na justiça a interdição total do Parque da Caixa D’água

Após criança ser eletrocutada, prefeitura quer garantir mais segurança ao local

No domingo à tarde, Sabrina Brenner Alves da Silva, de seis anos, levou um choque na entrada da passarela da ponte, no Parque da Caixa D’agua. A menina foi levada ao hospital e permaneceu em observação até às 23h. Em virtude do caso, a prefeitura, que já havia solicitado a interdição total do parque, reforçará o pedido junto à justiça.

A expectativa do diretor do Departamento Geral de Infraestrutura (DGI), Artur Antunes, é que desta vez a justiça acate a solicitação. “Não temos preocupação que o parque só esteja interditado, queremos que ele esteja interditado para possibilitar as reformas que são urgentes naquele espaço. Ninguém quer fechá-lo para sempre. É um espaço de lazer de auto valia para o município”, diz. Para o dono da lanchonete, José Valmor Vogel, a interdição total está descartada, porque a lanchonete é sua forma de sustento. “Eu mantenho o parque como a juíza pediu, com a parte interna fechada”, afirma.

Vogel afirma que não há como controlar a passagem “clandestina” das pessoas para o lado de dentro dos tapumes, porque durante o final de semana ele mantém a lanchonete em funcionamento. “Quando vejo alguém tentando entrar eu chamo a atenção. Ou se alguém está lá dentro eu peço para sair”, explica. Durante os dias da semana, a entrada principal do parque é bloqueada.

Segundo o diretor do DGI, desde o momento em que prefeitura recebeu a notificação do caso, a equipe do órgão se dirigiu – e ainda se dirige – ao local para se certificar que os tapumes estão fechados. “A única ação que podemos tomar nesse momento é reforçar a fiscalização para que os portões estejam devidamente fechados como eles deveriam estar desde o primeiro momento. Não tem nenhuma ação complementar que nós possamos tomar. Eu não tenho como manter um fiscal lá 24 horas por dia para ter certeza de que ninguém vai pular o tapume ou para ter certeza de que o cidadão não vai abrir o portão. Isso foge totalmente da nossa competência”. Ainda de acordo com Antunes, toda a estrutura do município foi colocada à disposição da família da menina atingida pela descarga elétrica.

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