Prefeitura cria comitê para investigar e prevenir óbito materno, infantil e fetal em Brusque

Atividades serão iniciadas em 2019; integrantes ainda não foram escolhidos para compor o conselho

Prefeitura cria comitê para investigar e prevenir óbito materno, infantil e fetal em Brusque

Atividades serão iniciadas em 2019; integrantes ainda não foram escolhidos para compor o conselho

A Secretaria de Saúde de Brusque irá implantar, em 2019, o Comitê Municipal de Prevenção ao Óbito Materno, Infantil e Fetal (Compomif) para investigar, avaliar e tentar reduzir os índices de mortalidade no município. O decreto para a criação do comitê foi assinado pelo prefeito Jonas Paegle em 10 de outubro e publicado no Diário Oficial dos Municípios no último dia 25.

O secretário de Saúde Humberto Fornari explica que o principal objetivo do Compomif é diminuir os índices de mortalidade materna, infantil e fetal. No município, a mortalidade infantil no ano de 2017 era de 11%, e o secretário deseja reduzir essa estatística. “Se possível, fechar a nossa gestão com números abaixo dos dois dígitos.”

Entre 1º de janeiro e 31 de outubro deste ano, a Secretaria de Saúde registrou também 13 óbitos fetais, como se denomina a morte da criança antes do nascimento. Cerca de 1,4 mil nasceram no mesmo período. “Ao que podemos atribuir essas mortes? É isso que o comitê quer avaliar, tentar trazer uma resposta do motivo pelo qual o feto, a criança ou a mãe morreu, identificando as causas preveníveis e as causas naturais que levam ao óbito”, diz Fornari.

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Embora as mortes maternas, infantis e fetais possam ser resultado de causas naturais e não evitáveis, uma parcela dos óbitos pode, de acordo com o secretário, ser prevenido por meio de ações que melhorem as condições pré-natais da gestante e de melhorias na sala de parto, por exemplo.

“Quando se fala em mortalidade infantil, grande parte das crianças morre logo ao nascer. Uma das causas que eu tenho como hipótese, pois ainda não temos avaliação concreta, é a falta de leitos da UTI neo-natal, e essa é uma causa evitável. Se uma criança, digamos, prematura, nasceu com alguma insuficiência respiratória e fica um determinado tempo de suporte, pode vir a morrer e essa morte pode ser atribuída à falta de leitos.”

“Quando se monta um comitê, tem-se o poder de investigar e, a partir disso, reivindicar melhorias e criar novas ações”, pontua Fornari. “Os hospitais, unidades de saúde e a assistência pós-nascimento não podem ser eximidas da mortalidade, assim como a alta complexidade e até mesmo as condições de vida da gestante, do parceiro.”

O secretário estima que cinco pessoas integrarão o Compomif, que terá o início de suas atividades em janeiro de 2019. Fornari explica que as pessoas que irão compor o grupo estarão presentes nos hospitais, unidades de saúde e na Vigilância Sanitária para fazer o levantamento de dados e o estudo das causas que levam a óbito.

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“Passaremos também pelo Conselho Municipal de Saúde (Comusa), caso alguém da sociedade civil deseje integrar o comitê. Os outros serão pessoas da própria Saúde do município.” O secretário diz ainda que, antes de iniciar a investigação, será preciso realizar uma preparação com os integrantes, para que compreendam os objetivos da avaliação e os caminhos que serão tomados pelo comitê.

Apoio aos recém-nascidos
O secretário ressalta o programa Primeiro Abraço, que também terá início em 2019 e tem como objetivo a redução da mortalidade infantil no município.

O programa consiste em um acompanhamento inicial das crianças, por meio de visita da equipe da Secretaria de Saúde logo após o nascimento. A equipe fará o repasse de orientações e informações para os pais e também uma série de agendamentos para a saúde do bebê, como as vacinas, primeira consulta médica e o teste do pezinho.

“Entendemos que é importante criar comitês e programas para não perder as vidas das mães e das crianças”, finaliza o secretário.

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